O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 02/10/2021

De acordo com a Biologia, a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida(AIDS) é o estágio mais avançado da infecção pelo vírus HIV e no qual a pessoa infectada tem seu sistema imunológico afetado, podendo ocasionar doenças secundárias como a pneumonia. Entretanto, os soropositivos, aqueles que possuem a enfermidade, sofrem não só com a baixa imunidade que possuem, mas também com o constante preconceito presente na esfera social do contexto nacional vigente. Assim, é preciso discutir sobre a discriminação sofrida pelos portadores do HIV e as consequências dessa perante o tema.

Nesse viés, nota-se que há um certo tratamento preconceituoso quando se trata dos indivíduos soropositivos dentro da sociedade brasileira. Nesse caso, percebe-se que por essa síndrome ter como forma principal de contágio a via sexual, muitas vezes, o contaminado é julgado e até mesmo culpabilizado por contrair o agente viral e em vez de receber o acolhimento necessário, acaba sendo discriminado em diversos espaços sociais. Segundo o sociólogo, Émile Durkheim, o fato social é uma forma coletiva de agir e pensar; isto é, a crença de que a pessoa infectada é a culpada por sua contaminação já tornou-se tão natural e comum que esse tipo de estigma fica enraizado tanto na mentalidade da população, quanto na da própria vítima do vírus e isso contribui para que ela não aceite seu estado, culpe-se e consequentemente não procure ajuda médica adequada. Logo, vê-se o quão impactante faz-se o preconceito na vida desses indivíduos.

Ademais, toda essa estigmatização acerca dos afetados pelo HIV pode trazer muitos malefícios. Nesse sentido, evidencia-se que os efeitos negativos estão não apenas na discriminação, em si, a qual ocorre no ambiente de trabalho e no meio familiar, por exemplo, como também fazem-se presente na escassez ou ausência de busca pela testagem e diagnóstico precoce por parte dos infectados, o que faz com que a epidemia da AIDS no Brasil persista até os dias atuais. De acordo com estatísticas da Unaids, quase dois milhões de pessoas foram infectadas pelo vírus no ano de 2020; dados estes preocupantes, pois demostram que um grande número seres humanos continuam a sofrer com a enfermidade, que poderia estar erradicada, e com o preconceito permanente. Por conseguinte, torna-se fundamental atenuar esses impactos maléficos.

Portanto, observa-se que o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira é uma questão a ser resolvida. Para isso, o governo, como mediador do bem-estar social, junto ao Ministério da Saúde, deve atentar-se mais a essa causa, por meio de campanhas conscientizadoras que visem incentivar o apoio e a não discriminação social, além de estimular a procura de atendimento médico aos soropositivos. Para que, assim, tal estigma seja, aos poucos, minimizado diante do cenário nacional.