O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 04/10/2021

“É mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito”. Essa frase de Albert Einstein pode ser associada ao estigma ligado ao vírus HIV na sociedade brasileira. Afinal, são essas ideias preconcebidas e ignorantes sobre tal doença que intensificam a exclusão social e o seu alastramento, formando cada vez mais vítimas.

Em primeira análise, é notório o quanto a criação de ideias preconcebidas sobre a AIDS no Brasil intensifica o estigma ligado a essa virose e a exclusão social, uma vez que a falta de conhecimento leva o indivíduo à ignorância e a externalizar atitudes discriminatórias. Essa afirmativa pode ser concatenada à visão de Caetano Veloso em sua frase, “Narciso acha feio o que não é espelho”, a qual retrata a tendência de estranhar e julgar o desconhecido. Além disso, tal situação foi vivenciada durante a Idade Média Ocidental, em que muitas pessoas criavam superstições e falsos julgamentos por causa do aprisionamento do conhecimento pela Igreja, permitindo que tais ideias se espalhassem pela sociedade para instaurar o medo e moldar comportamentos. Dessa forma, o desconhecimento de como o vírus HIV se manifesta, é transmitido, entre outras informações, é muito preocupante, já que intensifica o preconceito associado a essa doença e proporciona a exclusão dos afetados por medo e superstições no meio social.

Em segunda análise, é perceptível que tal ignorância e estigma ligado ao vírus HIV na sociedade brasileira acarreta no alastramento da doença, visto que é necessário entender o funcionamento da AIDS para poder se proteger dela. Tal assertiva é demonstrada na tendência de aumento da expectativa de vida dos indivíduos com o advento da tecnologia e ciência, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, porque o conhecimento de higiene e formas de transmissão permitiu à sociedade formar barreiras sobre essas doenças, a fim de não adquiri-las e viver longamente. Assim, a partir do entendimento de como esse vírus pode ser combatido, as pessoas saíriam da simples superstição e passariam a realmente se proteger de forma certa, como, por meio de sexo protegido, cuidado na transfusão de sangue e no compartilhamento de seringas, entre outras formas.

Portanto, é evidente que o preconceito e estigma ligado ao vírus HIV ocasiona a exclusão de muitos na sociedade brasileira e ainda possibilita o alastramento dessa doença. Diante disso, é fulcral que a escola, principal formadora educacional, aumente o entendimento acerca da AIDS, por meio de aulas de biologia e debates institucionais entre alunos, a fim de garantir o combate à discriminação desnecessária relacionada  a essa doença e diminuir sua ocorrência a partir da proteção dos indivíduos.