O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 03/10/2021

A obra “A Era do Vazio”, do pensador Lipovestsky, discute sobre o individualismo da sociedade contemporânea e afirma que a espécie humana dos tempos atuais é marcada pela carência de sentido além da vida individual. Desse modo, analógo a obra acerca do individualismo no corpo social moderno está o estigma associado ao vírus HIV. Diante disso, vale a discussão a respeito da exclusão social dos indivíduos soropositivos da esfera social ideal, bem como a ineficácia estatal no oferecimento de tratamentos adequados de pessoas com HIV.

Em primeiro plano, vale ressaltar que a exclusão social e marginalização social dos portadores de HIV é um estigma relacionado a tal patologia. À vista disso, os indivíduos que são soropositivos além de enfrentarem o tratamento, passam pela solidão e pelo isolamento decorrentes do preconceito e da marginalização social. Sob tal perspectiva, os cidadãos que possuem HIV perdem empregos, são excluídos de atividades familiares e religiosas e sofrem agressões físicas e psicológicas. Em verdade a tal situação está uma pesquisa realizada pelas Nações Unidas Unaids, a qual indica que 64% das pessias soropositivas sofreram alguma forma de discriminação.

Outrossim, a falta de conscientização popular acerca do HIV coopera para o estigma associado a esta patologia. Dessa maneira, a falta de informações acerca de tal doença é um empecilho para a democratização do conhecimento e pela busca de tratamento dos cidadãos soropositivos. Nesse segmento, é indubtável que o preconceito, a vergonha social e a construção social a respeito dos cidadãos que possuem HIV constribuem para a distância entre os soropositivos e os consultórios médicos. Nessa pespectiva, Segundo o Ministério da Saúde cerca de 45% dos portadores de HIV no Brasil não tem acesso a tratamentos adequados.

Em suma, faz-se imprescindível a tomada de medidas mais abrangentes para corromper o estigma assciados ao vírus HIV no Brasil. Incumbe-se ao Governo Federal, adjunto ao Ministério da Saúde -órgão máximo no que tange a saúde do país- , destinar verba- aprovadas pelo Tribunal de Contas da União-, para a construção de centros de tratamento destinados aos cidadãos soropositivos. Ademais, cabe as escolas e as mídias social, por meio de palestras e propagandas, respectivamente, estimularem a inclusão de indivíduos que apresentam HIV, visando a ruptura do pensamento arcaico e preconceituoso acerca dos indivíduos soropositivos. Feito isso, forja-se-á uma sociedade brasileira pautada no respeito e na dignidade.