O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 04/10/2021
O dezembro caracterizado pela cor vermelha é o mês escolhido para representar a luta das pessoas soropositivas, ou seja, portadoras do vírus HIV, na sociedade brasileira. Contudo, apesar de tal conscientização o estigma associado a essa parte da população, que possui aids, ainda é uma realidade bastante presente. Sob essa ótica, esse estigmatização dos soropositivos está ligada a desinformação, a qual traz com a consequência a exclusão social.
É relevante abordar, primeiramente, que a falta de informação é um dos elementos que leva para a estigmatização dessa infecção, visto que as pessoas acreditam em mitos e preceitos sem fundamentos, como a transmissão da aids pelo o ar ou pelo aperto de mão, o que resulta em discriminação e exclusão das pessoas que sofrem com tal vírus. Nesse sentido, a falta de informação leva as pessoas a julgarem os portadores da aids. À vista disso, tal atitude discriminatória vai de encontro ao que está previsto na constituição brasileira de 1988, uma vez que tal documento de maior hierarquia define como crime a discriminação contra a população que possui essa infecção. Dessa forma, fica claro que a desinformação leva a estigmatização do vírus da HIV.
Ademais, é válido destacar que a discriminação motivada pela desinformação leva a exclusão social das pessoas portadoras do vírus da HIV, uma vez que parcela da sociedade acha que apenas por estar perto dessas pessoas serão contaminados ou julgados. A respeito disso, de acordo com o programa das Nações Unidas Unaids, 17% das pessoas que possuem o vírus foram excluídas de atividades sociais. Nesse viés, a falta de inclusão é um dos preconceitos sofridos pelos soropositivos, pois eles são excluídos do meio de convivência das pessoas tidas como “normais” na população brasileira. Desse modo, é notória que a exclusão social é uma das consequências dos estigmas associados a aids.
Logo, entende-se que medidas devem ser tomados para acabar com esses estigmas. Portanto, cabe ao Governo Federal, que é uma entidade detentora do Ministério da Saúde, investir por meio das redes sociais como Facebook e Instagram em campanhas que tragam informações verídicas sobre a aids, a fim de que os mitos e preceitos infundamentados sejam ratificados. No mais, cabe a esse órgão disponibilizar auxílio psicológicos para os portadores. Feito isso, ter-se-á uma nação mais consciente e inclusiva.