O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 02/10/2021

Na série “Pose”, a personagem principal “Blanca”, portadora do vírus HIV, enfrenta a realidade de uma pessoa que vive na década de 80 com essa doença. Análogo ao contexto da série, hoje, no Brasil, ainda enfrentamos pela sociedade o estigma associado  ao vírus do HIV. Dessa forma, é de extrema importância nos atentarmos para dois críterios: A desinformação da sociedade e o acolhimento dos infectados.

A priori, temos, no Brasil, uma sociedade desinformada sobre o assunto da AIDS e por esse motivo a nação mantém um discurso estigmatizado sobre a doença. Isso ocorre, pois, no passado, foi criado um discurso que marginalizava os portadores da doença. Entretanto, a ciência e a técnologia avançaram e derrubaram um conceito de condenação que pairava sobre os infectados. Segundo a escritora nigériana, Chimamannda Adchie, esse é o periogo de uma única historia, pois como o discurso estigmatizado foi dito diversas vezes, a nação, tomou como verdade e não sentiram nécessidade de ir buscar novas informações sobre o assunto.

Além disso, é válido lembrar que as pessoas diagnósticadas com HIV sejam acolhidas, porque muitas são vítimas dos seus próprios preconceitos e ficam fragilizadas. Isso acontece, pois, vem a ideia de morte e julgamento pela sociedade.  Desse modo, se não ouver uma abordagem humana e acolhedora, o estigma íntreseco ao índividuo se tornará uma barreira para seu tratamento.

Portanto, é de suma imporância que o Ministério da Saúde promova mais campanhas e palestras sobre prevenção e tratamento por meios de comunicação como rádios, TV e de forma presencial para aumentar os conhecimentos da população sobre a doença e assim essas informações serem passadas para as proxímas gerações para que esse tabu seja quebrado. Ademais, é necessário que o Governo Federal, crie casas de acolhimento para pessoas com HIV por meio das Secretarias de desenvolvimento de cada Estado para que essas pessoas não se sinatam desamparadas.