O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 02/10/2021
Segundo o artigo 1 da declaração universal dos direitos humanos, todo ser humano nasce livre e igual em dignidade e direitos, logo, todo indivíduo é digno diante da sociedade e deve ser respeitado. Nesse contexto, o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira causa sérios danos à saúde física e mental dos que são soropositivos. Isso porque problemas como o preconceito e a rejeição (por serem portadores do vírus), afeta diretamente a saúde emocional desses indivíduos e, consequentemente, a estabilidade física.
Nesse sentido, o preconceito associado aos portadores da doença se inicia com o pensamento de que o indvíduo é o culpado de estar nessa situação, ou de que ele está dessa maneira por falta de responsabilidade. De modo que, esse tipo de pensamento preconceituoso acaba por afetar o jeito que os soropositivos se enxergam, tornando ainda mais difícil a vida dessas pessoas. Sendo assim, algumas campanhas são veículadas nos meios de comunicação com o intuito de conscientizar a população sobre o HIV e o respeito e apoio que os portadores da doença devem ter. A exemplo disso, a rede Globo veícula todos os anos comerciais e campanhas sobre o mês da prevenção à AIDS, para proporcionar informações corretas sobre a doença e conscientizar a sociedade sobre a não discriminação com os doentes.
Paralelamente ao preconceito também há a rejeição dos positivados, que, por falta de informações no Brasil sobre o HIV e os modos de transmissão do vírus, muitas vezes são excluídos do próprio círculo familiar ou de amigos. Isso porque, pensa-se que o contato físico ou até a proximidade com os soropositivos fará com que o indivíduo contraia a doença. Logo, esse tipo de comportamento causa sérios danos à saúde emocional dos afetados, já que ao serem rejeitados pelas pessoas que lhes deveriam garantir apoio e suporte, se sentem abandonados e muitas vezes param o tratamento. Além disso, também há a dificuldade dos positivados de conseguirem emprego por causa da doença, o que muitas vezes os leva a esconder a situação na hora de serem contratados. Ou seja, essas pessoas além de lidar com o HIV, precisam enfrentar os estigmas relacionados à doença.
Portanto, o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira é algo que necessita de extrema atenção. De maneira que, o Estado deve intervir e garantir, além do tratamento da patologia, apoio psicológico aos soropositivos, por meio de programas sociais que ofereçam consultas com psicólogos em postos de saúde gratuitamente, com o intuito de garantir um maior acolhimento e suporte a esses indivíduos. Além disso, os governos estaduais devem promover campanhas socioeducativas pelos meios de comunicação, com a finalidade de educar e conscientizar a população sobre a doença.