O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 02/10/2021

O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira é um problema que dificulta muito a vida dos portadores dessa doença, pois devido ao estigma ligado a doença, muitas pessoas são isoladas do convívio social, e esse isolamento pode afetar o tratamento dos portadores, além disso, o estigma também pode gerar um tratamento desigual para os grupos que são mais afetados pela doença.

Inicialmente, o estigma associado ao HIV afeta a qualidade de vida das pessoas portadoras dessa doença, pois os portadores são discriminados por possuirem essa doença, muitas vezes excluídos das atividades em que geralmente participavam. Essa exclusão pode não se limitar apenas ao lazer e às atividade do convívio familiar, podem também ocorrer na área profissional, com relatos de pessoas que soro positivas que afirmam terem sido demitidas, não conseguirem promoções no trabalho ou não terem sido aceitas em um trabalho somente por possuirem essa doença. Para se ter ideia da discriminação que essas pessoas sofrem, segundo dados dados disponíveis no site agenciabrasil, 46% dos intrevistados afirmou já ter sido alvo de discriminação ou de fofocas por ser portador, e 6% dos participantes afirmou já ter sido agredido fisicamente por possuir essa doença.

Em sequência ao que foi dito, o estigma associado ao HIV também está ligado ao tratamento desigual para os grupos populacionais que são mais afetados com essa doença, com esse tratamento desigual tendo origem em atitudes e crenças estigmatizantes em relação a comportamentos, grupos, sexo, doenças e morte. Essa discriminação somada aos outros tipos de preconceitos que a pessoa sofre, dificultam muito a continuidade ou o início do tratamento, além de aumentarem ainda mais o sofrimento pisicológico do portador. Para se ter dimensão da quantidade de pessoas que podem sofrer com esse tratamento desigual e ter que lidar ainda por cima com essa intolerância, porém vinda dos medicos, segundo dados da UNAIDS, no ano de 2020 ocorrem 160 mil novas infecções e em 2010, ocorreram 1,2 milhões de mortes, numero que poderia ser reduzido com o fim desse prejulgamento.

Com base no que foi explicado, conclui-se que o estigma associado ao virus do HIV é um grande problema. Uma das possibilidades de resolução dos problemas apresentados seria que o Ministério da Educação(MEC) criasse cursos que explicassem a importância do apoio para o bem estar do paciente e para a continuidade do tratamento contra a doença, por meio de projetos educacionais, com o objetivo de de dimuinuir o sofrimento dos pacientes e aumentar a qualidade de vida dos portadores. Além disso, o Ministério da Saúde poderia enfatizar a importância de seguir o protocólo técnico e levar em conta primeiro o que é indicado no protocólo, e não questões morais que o profissional possa ter, por meio de orientações disseminadas pelas secretarías de saúde, com o objetivo de acabar com esse preconceito.