O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 02/10/2021
Nas décadas de 1980 e 1990 houve uma epidemia do vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), que matou mais de 115 milhões de pessoas. Diante disso, por acometer, naquela fase principalmente homens homossexuais, a doença era vista com desprezo e preconceito. Contudo, vê-se que o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira, ainda é muito presente. Nessa perspectiva, faz-se necesssário analisar dois entraves acerca do óbice apresentado, que são a falta de informação sobre o assunto e a consequente discriminação sofrida pelos indivíduos.
Primeiramente, é válido abordar que a falta de informação sobre determinado assunto, pode tornar a população ignorante e preconceituosa. Nesse sentido, com o começo da epidemia do HIV nos anos 80, como a maioria dos infectados eram gays, a doença foi associada a esse grupo e o preconceito contra eles aumentou de forma gradativa, o que os impossibilitou de realizar algumas atividades, como doar sangue. Logo, nota-se que a desinformação, já que o fato de ser homoafetivo não tem relação com o vírus, atrelada ao preconceito leva à uma maior discriminação por parte da sociedade.
Por conseguinte, cabe analisar os estigmas associados à doença que tornam a vida de um indidivíduo soropositivo mais difícil do que a convivência com o vírus. Nessa conjuntura, de acordo com uma pesquisa feita pela Agência Brasil, 46,3% dos entrevistados já souberam de comentários discriminatórios feitos por outras pessoas além de membros da família. Dito isso, percebe-se que a discriminação é, às vezes,mais dolorosa do que a própria enfermidade.
Portanto, para combater o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira, é importante que o Ministério da Saúde em parceria com a mídia, principalmente, TV e redes sociais, como instituições de alta relevância para o país, devem quebrar o tabu que é abordar sobre HIV, por meio de palestras nas escolas e lives que possibilitem o entendimento e tragam informações para a população não cometer discriminações.