O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 02/10/2021

As contaminações pelo vírus HIV tiveram inicio no século XX e começaram a se espalhar pelo mundo por volta de 1980. O HIV, causador da AIDS, pode ser controlado através de medicamentos, de tal forma que seu portador não seja capaz de transmitir a doença. Apesar dos mais de quarenta anos em que esse patógeno está presente na sociedade, ainda existem muitos preconceitos ligados às pessoas que o possuem. Isso ocorre por dois fatores principais, sendo estes, não dialogar sobre esse assunto e o preconceito com as minorias.

Inicialmente é necessário entender que o estigma associado a esse vírus não recai somente sobre seus portadores, mas também em se discutir sobre ele. O preconceito em se debater sobre esse antígeno se torna um problema a medida que muitas pessoas se contaminam por não possuirem conhecimento sobre esse assunto. De acordo com um estudo realizado pela UNAIDS, a agência das Nações Unidas especializada em AIDS,  houve um aumento de 21% nos casos dessa doença no Brasil no período de 2010 a 2018.

Não obstante a isso, a antipatia dirigida aos indivíduos contaminados com o HIV está relacionado com o preconceito com as minorias. Historicamente, a maioria das pessoas contaminadas pelo vírus na década de 80 eram homossexuais. Quando o número de casos de pessoas heterossexuais contaminadas pelo HIV começou a se tornar relevante, o preconceito que antes se dirigia apenas aos homossexuais, passou a se dirigir às pessoas de todas as orientações sexuais portadoras do vírus.

Diante do que foi mencionado, para se combater o estigma associado ao vírus do HIV na sociedade brasileira, é necessário que o Ministério da Saúde, promova a realização de campanhas nas mídias, visando coscientizar a população a cerca desse tema, contribundo, dessa forma, para diminuir os indices de contaminação por esse vírus. Além disso, é preciso que o governo realize palestras, objetivando a desconstrução desse preconceito.