O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 03/10/2021

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 935 mil pessoas foram testadas como soropositivas, (nome dado a pacientes infectados com o vírus da Aids) no Brasil, e sofrem com o preconceito que circunda a doença. Esse prejulgamento vem da falta de conhecimento da população em relação às doenças sexualmente transmissíveis (DST), e causa a escassez de empatia com as pessoas contaminadas.

A princípio, pode-se identificar que no Brasil, existe uma resistência para se falar acerca das relações sexuais, criando tabus que dificultam o entendimento sobre as DSTs, que podiam ter seus números de contaminados, diminuidos ou até mesmo freados. A Aids é uma das doenças que se expandem por conta da falta de conhecimento sexual e do preconceito existente no país. Por ser uma doença que ainda é associada a morte, pessoas soropositivas são tidas como perigosas e consequentemente são excluidas da sociedade. O progama das Nações Unidas, fez uma pesquisa onde 41% dos entrevistados sofriam com a descriminação da própia família, o preconceito acontece pela ignorância da população sobre o assunto. Muitas não sabem que o Hiv já é, uma doença tratável e que é possível impedir a transmissão, fazendo com que não apresente perigo a população no convívio com o protador da doença.

Além disso, a Organização não Governamental Gesto do Recife, entrevistou pessoas com o vírus da Aids, e 15% alegaram que já sofreram preconceito por parte dos profissionais da saúde, estes que deveriam ajudar e empatizar com os seus pacientes. Os mesmos quando descobrem a doença, precisam passar por uma série de adaptações na alimentação e na vida cotidiana, mas o que mais dificuldade é a falta de empatia e acolhimento das pessoas ao seu redor, que é tão importante para a continuidade do tratamento. E quando isto não acontece é gerado uma dificuldade para aceitar a terapia necessária e segui-la com precisão, muitas vezes causando a desistência do paciente que pode ir a óbito.

Sendo assim, seria necessário o Mistério da Educação, adicionar aulas e palestras, sobre educação sexual na grade curricular brasileira, para então quebrar esse tabu e preconceito existente na sociedade em relação às DST e aos seus portadores, além de ensinar os jovens a se prevenir deste tipo de doença. Também é importante a conscientização da população por meio da mídia, com campanhas de divugação sobre a Aids mostrando que existe uma forma de tratamento gratuito liberado pelo Sistema Público de Saúde e que quando controlada a doença não possui risco para a população, acabando com o estigma associadoa doença, e gerando empatia para com seus portadores.