O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 10/10/2021
Promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1988, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos os direitos fundamentais à saúde e à educação. Conquanto, o estigma associado ao vírus HIV desenvolve inúmeras adversidades no Brasil, as quais ocorrem não só pela carência de debates a respeito desse assunto em instituições de ensino, mas também em razão da invisibilidade midiática sobre esse tópico. Assim, é necessário entender alguns aspectos que envolvem essa temática, de modo a configurar uma resolução para essas problemáticas.
Primeiramente, é imprescindível mencionar que a educação é um dos principais fatores no desenvolvimento de um país. A partir disso, segundo o britânico Sir Arthur Lewis, o investimento na educação possui retorno garantido. Dessa maneira, observa-se que a falta de discussões relacionadas à vitalidade social nas escolas torna-se uma das responsáveis pela baixa instrução direcionada aos jovens estudantes. Por conseguinte, essa coletividade transforma-se em adultos desprovidos de conhecimentos básicos sobre as formas de prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), desse modo, o resultado desse contraste é refletido nos casos de adolescentes portadores do vírus HIV. Logo, é preciso buscar meios de mitigar esse óbice, por intermédio do ensino à juventude brasileira.
Ademais, é de suma importância salientar a precária visibilidade dos veículos de comunicação como uma impulsionadora desse impasse. Outrossim, de acordo com a Fundação Oswaldo Cruz, há uma precariedade de notícias relacionadas à saúde nas mídias impressas e digitais. Sendo assim, é fundamental ressaltar que as poucas matérias referentes às ISTs cooperam para a desinformação do corpo social. Consequentemente, essa questão evidencia a inconsciência dos cidadãos sobre os reais efeitos do patógeno HIV na população e, como resultado, essas pessoas possuem a tendência de estimular a disseminação desse vírus. Dessa forma, é indispensável solucionar esse empecilho por meio da conscientização do povo brasileiro.
A partir das considerações feitas, fica evidente que o estigma do vírus HIV possui diversos desafios no Brasil, por isso é essencial superar as objeções que esse tema propõe. Portanto, o Ministério da Educação, como órgão responsável pela administração e promoção da educação no país, deve integrar aulas relacionadas à saúde social às instituições educacionais. Nesse sentido, essa ação pode ser feita com eventos ministrados por biólogos em colégios de ensino médio e, concomitantemente, com propagandas sobre esse conteúdo em programas de televisão, com a finalidade de instruir os estudantes sobre esse assunto.