O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 05/10/2021

A Princesa Diana auxiliou mais de uma centena de organizações filantrópicas, além de combater estereótipos impostos contra os portadores do vírus HIV. Tal pandemia, foi responsável pela morte de inúmeras pessoas e pela perpetuação do estigma associado ao vírus, visto que, na época, muitas pessoas não possuíam conhecimento sobre a doença. Diante desse cenário, depois de anos o preconceito ainda persiste, bem como, a ausência de políticas públicas para amenizar essa problemática.

De início, a persistência do preconceito social para com os portadores da doença torna ainda mais complexo o combate à Aids. Isso acontece porque os enfermos não recebem o auxílio necessário para suprir - psicologicamente - os males causados pela moléstia. Tal questão é tão real que foi retratada no livro “A Corrente da Vida", de Walcyr Carrasco, o qual retrata como forma de denúncia a vida de um jovem após descobrir ser soropositivo e o preconceito sofrido por ele, tornando ainda mais dolorosa sua situação. Fora da ficção, esse contexto é realidade de diversos brasileiros, haja vista o estigma associado à doença, a perpetuação de um pensamento arcaico e excludente no Brasil. Logo, a permanência dessa falta de empatia favorece a manutenção de uma visão estereotipada que prejudica a inclusão dessas pessoas na sociedade.

Outrossim, é incontestável que aspectos governamentais estejam entre as principais causas do crescente descaso do vírus da AIDS. De acordo com o artigo três da Constituição Federal, explana-se o dever estatal de construir uma sociedade justa e solidária, garantindo o desenvolvimento nacional. No entanto, na prática, a ação legal encontra-se distante da efetivação, haja vista a falha na garantia do tratamento eficaz sob a ideia de controle da doença, torna banal um resultado positivo e despreza a concepção de saúde aliada a direitos de assistência que devem ser oferecidos pelo Estado.

Portanto, evidenciam-se os estigmas associados ao vírus HIV. Por conseguinte, o Ministério da Educação, juntamente com o Ministério da Saúde, devem desenvolver palestras em escolas, para alunos do Ensino Médio, por meio de entrevistas com vítimas do problema, bem como especialistas no assunto. Tais palestras, devem ser transmitidas nas redes sociais dos Ministérios, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre o tema e atingir um maior público. Dessa forma, consequentemente, extinguir a visão preconceituosa que parte da população possui para com os portadores e sensibilizá-las com o fito de instigar o sentimento de compaixão. Por fim, é preciso que o Governo Federal busque investir em pesquisas e promova o bom funcionamento de redes de assistência, a esse grupo, com o intuito de garantir os direitos básicos da Constituição e o bem-estar de todos.