O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 04/10/2021
A Revolução Técnico-Científico-Informacional permitiu que a medicina alcançasse grandes avanços, os quais possibilitaram o tratamento de doenças muito complexas como, por exemplo, a AIDS. Entretanto, o grande desafio atualmente está relacionado aos estigmas associados às pessoas que são infectadas pelo vírus HIV e que sofrem com problemas sociais, interferindo no tratamento. Dessa forma, é válido analisar quais os principais desafios enfrentados pelos infectados com HIV, como também a importância de combater os estigmas associados a esses cidadãos.
De início, é importante salientar que o preconceito direcionado aos indivíduos soropositivo tem uma base histórica muito forte. Isso porque, no passado, achava-se que a doença era relacionada apenas à comunidade homossexual. Assim, como na sociedade brasileira sempre existiu fortes traços de homofobia, os estigmas ficaram cada vez mais intrinsecos e difícil de combater. De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um grande “corpo biológico”, composto por partes que interagem entre si. Mas para que isso seja coeso, deve-se prevalecer o convívio harmônico entre as diferentes partes da sociedade. Desse modo, é notório que a parcela da população que tem o vírus HIV sofre com a falta de acolhimento e de empatia devido a uma forte “corrente” de preconceito existente no Brasil.
Além disso, o combate aos estigmas direcionados às pessoas diagnosticadas com o vírus HIV é de extrema importância. Logo, o acolhimento aos indivíduos soropositivos é de total relevância para conseguir continuidade e bons resultados no tratamento dessa enfermidade. Com isso, a prevalência dos estigmas preconceituosos pode impedir que os cidadãos infectados pelo HIV busquem um centro clínico para obter tratamento devido ao medo de serem constragidos e não serem bem recebidas. Tal questão foi estudada e debatida em pesquisa realizada pela Universidade de Londres, na qual mostra que, com o tratamento humanizado e realizado adequadamente, as pessoas infectadas pelo HIV passam a não transmitir o vírus a outros cidadãos e podem garantir uma vida normal por meio do uso da devida medicação.
Diante disso, deve-se tomar medidas que combatam os estigmas com os cidadãos afetados pelo HIV no Brasil. Portanto, cabe ao Poder Legislativo, por ser o responsável pela legislação das lei do país, por meio de leis que funcionem de forma eficientes, punir as pessoas que estejam disseminando estigmas preconceituosos e afetando a saúde mental dos indivíduos soropositivos, para que esse tipo de preconceito seja cada vez mais erradicado e, com isso, consiga-se que o tratamento não seja abandonado pelos infectados, garantindo uma vida saudável a essa parcela da sociedade brasileira.