O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 03/10/2021
Sem sombras de dúvidas, um dos problemas enfrentados pela sociedade brasileira nos dias atuais é o estigma associado ao HIV. Isso se deve, sobretudo, pela falta de empatia das pessoas o que acarreta no preconceito relacionado às Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST`s). Consequência disso, é o aumento do número de mortes por IST´s no país.
Primordialmente, cabe destacar que na sociedade contemporânea a falta de empatia é um dos principais causadores de estigmas. Conforme o Ministério da Saúde, no Brasil, cerca de 1 milhão de pessoas vivem com o vírus HIV, sendo que, ter o vírus não significa que a pessoa tem a AIDS, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, e que caso seja contaminada pelo HIV, pode procurar tratamento e ficar indetectável e intransmissível. Dessa forma, a falta de empatia de uma parcela do sociedade faz com que as pessoas que foram contaminadas com o vírus não busquem ajuda e tratamento para não serem estigmatizadas, marginalizadas e marcadas por causa de uma doença. Conclui-se então, que a falta de empatia aumenta o número de pessoas com AIDS devido ao receio das pessoas contaminadas de serem excluídas da sociedade.
Ademais, vale ressaltar que uma pessoa infectada pelo HIV que não busca tratamento, tem uma expectativa de vida de 60 anos, 16 anos a menos que a de uma pessoa sem a doença no Brasil. Isso, mostra que é importante que pessoas infectadas busquem o tratamento e a ajuda correta para diminuir a taxa de transmissão do vírus e consequentemente o número de mortos pela doença.
Diante do exposto, é imperioso que medidas sejam tomadas com a finalidade de não se ter uma sociedade estigmatizada e marginalizada por causa de um vírus. Urge, que o Ministério da Saúde, como principal Órgão público de saúde no país, crie campanhas públicas de conscientização da prevenção contra o HIV e por meio de palestras incentive a população a ter relações sexuais com proteção, tudo isso com a finalidade de se ter uma população com mais empatia e com menos mortes relacionadas a IST´s.