O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 04/10/2021
Na década de 80, o Brasil passou por uma explosão de casos de HIV em todo país. Esse período foi marcada pelo medo instaurado pelo desconhcimento do vírus e por um preconceito com os portadores da doença, que sofreram descriminações devido a sua condição de saúde. Trazendo esse assunto para a atualidade, percebe-se me mesmo após 4 decádas, alguns brasileiros não aceitam conviver com portadores do vírus. Diversos fatores contribuem para esse comportamento que partem tanto do estigma ligado ao próprio vírus, quanto a falta de empatia com os portadores da doença.
Em primeira análise, cabe ressaltar que o vírus da HIV é uma doença sexualmente transmíssivel, que pode dar origem a uma sindróme, a AIDS. Durante varíos anos, não se sabia se era possível um tratamento ou alguma espécie de cura para a doença, contudo atualmente já se sabe que o HIV possui tratamento que consegue dar ao portador da doença uma condição de vida digna. Em contrapartida, a essa vida digna diversas pessoas possuem preconceitos ligados a doença, não sabendo se são transmissiveis de outra forma além da relação sexual desprotegida, que acabando por afastar os soropositivos da HIV do seu meio social. Com o intuito de mudar tal paradigma, o médico e escritor Drauzio Varella, que trabalhou com diversos pacientes soropositivos, realizou diversos projetos explicando a doença e junto a isso relatando as dificuldades reais que os pacientes passam na sua vida.
Além disso, assim como retratada na teoria de Zygmunt Bauman da Sociedade Líquida, nota-se que atualmente a sociedade não possui mais relações de empatia nos seus relacionamentos. O sociólogo defende nessa teoria que a dinâmica social vigente têm diluído as relações sociais, tornando-as rasas e passageiras, por isso o conceito líquido utilizado. Tal teoria pode ser observada nas relações da sociedade brasileira com os indíviduos soropositivos, que não tem sequer a chance de um acolhimento devido a falta de empatia, levando-os a margem da sociedade brasileira.
Portanto, diante de tais fatores torna-se urgente uma mudança de paradigma. Para isso é necessário que sejam realizadas campanhas publicitarias pelo Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, o qual possui o papel de proteger as minorias, que realize por meio de entrevistas com portadores do vírus da HIV, dados e exemplos de vidas dos entrevistados de diversas regiões do país, visando uma campanha de amplo alcance, com intuito de gerar um entendimento total da população sobre o HIV. Tal campanha visa garantir aos indíviduos soros positivos respeito da sociedade e uma vida digna, acabando com um “medo” que se perputuou na sociedade brasileira por mais de 40 anos.