O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 04/10/2021

A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) é uma doença que afeta o sistema imunológico humano e é causada pelo vírus HIV. Porém, poucas pessoas sabem que é possível portar o vírus HIV e não desenvolver a AIDS. Nesse contexto, a falta de conhecimento sobre esse assunto e o preconceito configuram estigmas associados ao vírus HIV na sociedade brasileira, os quais precisam ser combatidos.

A princípio, de acordo com o filósofo Immanuel Kant, o homem é tudo aquilo que a educação faz dele. Com essa afirmação, o pensador destaca a importância do ensino e do conhecimento na construção do ser humano em sua inteireza. Sob essa ótica, compreende-se porque um dos estigmas relacionados ao vírus HIV corresponde justamente à falta de conhecimento da população sobre esse assunto.  Isso contribui para que esse tema permaneça um tabu no meio social, potencializando a invisibilização e o sofrimento das pessoas que portam o vírus.

Ademais, segundo a filósofa Hannah Arendt, o preconceito é prejudicial à sociedade, pois aumenta a segregação de indivíduos. Nesse prisma, outro estigma associado ao vírus HIV, no Brasil, se manifesta justamente a partir da discriminação com pessoas que portam a infecção viral. Isso é visualizado na exclusão desses cidadãos, nos assédios verbais cometidos contra eles, motivados pela desinformação sobre a infecção e os mecanismos de contágio, e na associação errônia da AIDS e do vírus HIV a comportamentos promíscuos.

Logo, é preciso adotar medidas para mudar essa realidade. Para isso, as instituições de ensino precisam combater o preconceito e a falta de conhecimento relacionados ao vírus HIV, por meio da organização de aulas, trabalhos e palestras, abertas ao público, os quais abordem a temática e instruam os estudantes, as famílias e a sociedade. Tudo isso a fim de desconstruir os tabus relacionados à AIDS e aos portadores do vírus HIV, de promover a conscientização e de atenuar a discriminação em torno desse assunto.