O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 04/10/2021
O século XXI é marcado por um estilo de vida corrido e cheio de contratempos, com essa dinâmica grande parte das doenças acometidas ao homem foram se agravando. Desta forma, muitas delas começaram a ser estudadas, entre elas as IST , infecções sexualmente transmissíveis , sendo uma das mais famosas a Aids, causada pelo vírus HIV, tendo seu primeiro caso no Brasil notificado em 1982; Desde então, houve um grande avanço na ciência com os medicamentos para a mesma; No entanto, grande parte dos infectados não sabem ou não se tratam. Desse modo, torna-se fundamental a análise desta problemática, que tem como principal causa o preconceito e a falta de informação.
Na série Grey’s Anatomy, a doença é abordada por meio dos personagens Ellis e Richard, os quais em seu primeiro ano atendem um paciente que era suspeito de GRID, sigla inicialmente utilizada para a doença, pois na época acreditava-se que fosse uma doença exclusiva de pessoas homossexuais, pela discriminação e o medo por não saberem como era transmitida muitos médicos se recusaram a fazer a cirurgia que esse paciente precisava, a qual foi feita pelos dois internos citados. Nessa perspectiva o episódio deixa claro como o receio do desconhecido e a homofobia levou a construção do preconceito e tabus sobre a doença.
Sob esse viés, é primordial salientar que a discriminação afeta diretamente o tratamento, Segundo o departamento de doenças crônicas e infecções sexualmente transmissíveis do Ministério da Saúde 920 mil pessoas no Brasil possuem o vírus,mas apenas 89% foram diagnosticadas, e desses somente 77% fazem o tratamento antirretroviral. Além disso, mesmo com o tratamento e 94% das pessoas que o fazem não transmitindo o HIV, muitos ainda tem medo de se relacionar com essa parcela da sociedade, muitas vezes por não saberem que a doença pode ser neutralizada quanto a transmissão, agravando ainda mais o preconceito, fazendo com que menos pessoas façam o teste e o cuidado necessário por medo da exclusão social.
Portanto, é necessário que haja uma intervenção diante desta situação. Para tanto cabe a mídia desmistificar os tabus, por meio de reportagens, postagens e debates, para que haja uma conscientização de prevenção e aceitação social. Ademais cabe ao Ministério da Saúde ampliar e conscientizar a importância dos testes e tratamento para uma melhor qualidade de vida aos contaminados pela doença, para que desta forma, a taxa de infecção caia e haja uma melhor sociabilidade entre os que possuem o vírus e o resto da sociedade.