O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 05/10/2021

O Mito da Caverna, alegoria escrita por Platão, explica a evolução do processo de conhecimento. Segundo ele, os seres humanos se encontram prisioneiros de uma caverna, em que estão habituados somente a ter uma ilusão do que veem como se fosse a verdadeira realidade. De maneira análoga ao presente, a questão do estigma associado ao HIV no Brasil pode ser bem representada pelo mito da caverna de Platão, visto que esse é um grave problema que vive ás sombras da sociedade.

Em primeiro lugar vale a pena destacar os primeiros anos do HIV/AIDS no Brasil. Segundo o Dr. Drauzio varela, numa entrevista dada a um programa de televisão, a doença era escrita nos jornais nas décadas de 80-90 como Peste-gay. Isso retrata uma profunda ignorância da população e um preconceito enraizado sobre uma parte da população que já vivia marginalizada e estigmatizada. O vírus da imuno deficiência humana(HIV) e o meio que ele se propaga, faz dessa síndrome uma doença extremamente democrática, sem levar em conta orientação sexual, religião ou renda. Compreender esse princípio básico de virologia é o pontapé inicial para a população parar de associar HIV com população LGBTQIA+.

Além disso, a ciência tem avançado muito em tecnologias de tratamento e prevenção. Desde 1995 com os primeiros inibidores de protease o número de mortes por AIDS diminuiu consideravelmente, como mostra um gráfico do Governo no portal UNAIDS. De 1995 pra cá, novos fármacos e protocolos surgiram como a PREP (profilaxia pré exposição) que previnem os usuários do contagio com o vírus. E hoje uma pessoa, em tratamento, que convive com HIV e tem sua carga viral tão baixa que deixa de ser detectada nos exames, para de transmitir o vírus por via sexual. Isso gera ao portador do uma maior liberdade e segurança, pois a associação de tal indivíduo com o contagio com o HIV vira uma inverdade e quebrar essa associação é vital para diminuir o estigma dessas pessoas que convivem com o vírus.

Portanto, medidas devem ser tomadas para erradicar o processo. Cabe ao Ministério da Saúde em parceiria com o Miniterio da Educação criar campanhas publicitarias, na mídia televisiva, em perfis oficiais nas redes sócias e também nas escolas de ensino médio e universidades para atingir a maior parte da população jovem sexualmente ativa. A fim de informar a sociedade à respeito do HIV e de como uma pessoa que convive com o ele pode ter uma vida inteiramente normal, saudável sem contagiar seu parceiro sexual. Passar informações técnicas é vital para diminuir o medo e assim o estigma associado ao HIV e às pessoas que convivem com ele. Dessa forma, disseminando informações e aumentando o conhecimento da população o Mito da Caverna não terá mais representação no mundo atual.