O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 04/10/2021
Na série “Sex Education”, da Netflix, há uma crítica referente à necessidade da educação sexual, principalmente, sobre as doenças sexualmente transmissíveis, pois isso evita possíveis preconceitos com pessoas que têm patologias sexuais, o que é muito comum. Nesse contexto, é inegável que o estigma relacionado ao vírus HIV na sociedade brasileira prejudica o tratamento dos doentes, além de ser algo inconstitucional.
Em primeira análise, o preconceito com os soropositivos impacta no tratamento da enfermidade. Segundo entrevista realizada pela Secretaria de Estado de Saúde, pessoas que têm HIV vivem com estigmas que atrapalham no controle do vírus, como exemplifica uma das entrevistadas, que tem uma doença, “Familiares pedem para que eu esqueça-me de que tenho o vírus. Só que, se eu esquecer-me disso, irei me esquecer, também, de fazer o tratamento ”. Posto isso, percebe-se que a intolerância pode tornar a vida dos enfermos sofridos, uma vez que muitos podem, até mesmo, abandonar uma tentativa de controle dos vírus, ou que pode ser algo fatal para os doentes.
Ademais, esse estigma é algo inconstitucional. De acordo com o artigo 20º da Constituição Federal de 1988, é considerado crime qualquer discriminação ou preconceito. Entretanto, conforme o exposto supracitado, nota-se que muitos soropositivos divulgados com estigmas, seja no meio familiar ou social. Dito isso, é perceptível o sofrimento causado por matar em lidar com uma intolerância representa uma falha do Estado em cumprir com as leis impostas no Brasil.
Portanto, a discriminação com seres que têm HIV pode interferir no tratamento adequado dos doentes e evidência de uma falha da esfera pública. Nesse cenário, a fim de minimizar esse preconceito na sociedade brasileira, o Governo deve promover leis, por meio do Ministério da Educação, que implantem a obrigatoriedade da educação sexual nas escolas. Dessa forma, a intolerância com essas pessoas será menos notória, o que será benéfico a todos.