O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 05/10/2021
No artigo 6 ° da Constituição Federal de 1988 retrata que todos têm direito à sáude e ao bem-estar social. Todavia, na sociedade brasileira, essa virtude não é transmitida para todos de maneira igualitária, já que há o estigma associado ao vírus HIV nos dias atuais. Sendo assim, é importante abordar a banalização relacionada a essa doença, e a exclusão social.
Em primeiro lugar, o estigma a pessoas com o vírus acarreta, para nelas haver, a mediocrização para o tratamento. Dessa forma, conforme a filósofa alemã Hannah Arendt, em “A Banalização do Mal”, abordava que existia incapazes de realizar julgamentos morais, tornando-se alucinados e aceitando situações sem reclamar. Isso está relacionado ao contexto de pessoas que enfrentam o preconceito por está contaminado com o vírus HIV, permitindo esse estigma, e não procurando uma forma de realizar o tratamento. Assim, esse paradigma precisa ser superado.
Ademais, o preconceito com esse vírus, gera a exclusão relacionada a orientação sexual, identidade de gênero. Nesse âmbito, segundo o filósofo São Tomás de Aquino, todas as pessoas como devem ser tratadas com a mesma importância. Entretanto, na prática, isso não é realizado, pois a parte da sociedade homossexual, trans, contaminados pelo HIV, são excluídas por não possuir o acesso de forma adequada às suas necessidades de saúde.
Portanto, diante dos pontos necessários, é necessário para superar o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira. Logo, o Ministério da Saúde, o responsável por ter o controle das doenças, deve ampliar o número de pessoas conscientes em relação à importância do processo de tratar o vírus, por meio de palestras nas escolas, desde o ensino fundamental, para que cresçam e, independente do estigma, não banalizem esse ato. Além disso, cabe ao governo investir ao acesso nas unidades de saúde, de forma igual para todos, com a adição de políticas públicas, favorecendo a oportunidade de tratamento as pessoas, independente do gênero, com o intuito de combater a exclusão social.