O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 04/10/2021
Segundo Megumi Fushiguro, personagem do anime “Jujutsu Kaisen”, o que todas as pessoas recebem por igual é uma vida desigual. Esse pensamento confirma que, infelizmente, quando se observa o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira, percebe-se a dificuldade que as pessoas portadoras dessa doença sofrem diariamente no Brasil. Isso se deve, principalmente, à ineficácia das leis em garantir a quebra desse preconceito e à escassez de projetos educacionais voltados para a explicação correta sobre o vírus HIV.
Inicialmente, cabe avaliar a ineficácia das leis em desmistificar o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira. Nessa perspectiva, conforme Cleament Attle, político inglês, a democracia não é a lei da maioria, mas a lei da maioria que respeita as minorias. Nesse sentido, a democracia é um mecanismo fundamental para a diminuição de preconceitos e a ocorrência de mudanças sociais. Entretanto, isso não acontece plenamente na realidade pois, segundo o site da Secretária do Estado de Sergipe, os pacientes soropositivos conseguem viver com o vírus, mas não com o preconcieto. Dessa maneira, é necessário que o Estado impeça a continuidade desse estigma para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos que sofrem com esse problema.
Além disso, vale analisar a escassez de projetos educacionais voltados para a explicação correta sobre o vírus HIV. Nessa ótica, segundo Nelson Mandela, ex-presidente sul-africano, a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. De acordo com esse ponto de vista, se entende que investir no ensino não é despesa, mas lucro com retorno garantido. Contudo, devido à péssima infraestrutura em 60% das escolas de Pernambuco, de acordo com o site G1, não é posível atingir esse objetivo, o que dificulta a formação de adultos que combatam o estigma associado ao vírus HIV. Dessa forma, é essencial a ampliação do investimento no ensino para diminuir o preconceito contra essa doença.
Portanto, a ineficácia das leis e a escassez de projetos educacionais dificultam o fim do estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira. Desse modo, urge que as escolas, por meio de apoio financeiro dos Ministérios da Educação e da Cidadania, promova a renovação da infraestrutura de escolas em situação crítica para tornar o ambiente educacioal em um meio adequado a mudança de ideias preconceituosas nas crianças sobre o HIV, e ainda será possível convidar profissionais da saúde para desmistificar fatos sobre a doença, com a finalidade de formar adultos concientes sobre as dificuldades enfrentadas pelas pessoas soropositivas e capazes de reduzir essa cicatriz na sociedade.