O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 04/10/2021
Segundo o médico Drauzio Varella, a Aids é uma doença que afeta o sistema imunológico do paciente infectado com o vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), não sendo transmissível por toque e objetos compartilhados entre o portador e o não portador. Entretanto, o meio social permanece segregando essas pessoas e associando, preconceituosa, essa doença aos membros do movimento LGBTQIA+. Desse modo, o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira deve ser combatido por meio de dois fatores: acesso do público a informações sobre esse distúrbio e aulas de educação sexual.
Primeiramente, tendo em vista que antigamente não havia muitos estudos a respeito dessa doença, o preconceito contra os pacientes era mais intenso, inclusive com os famosos. Tal como o jogador de basquete Earvin Johnson Jr., conhecido como Magic Johnson, que protagonizou um momento de forte preconceito na liga americana de basquete, a NBA, no qual os jogadores adversários se recusaram a jogar contra ele, por causa do medo de adquirirem o vírus. Esse acontecimente evidencia bem os prejuízos da desinformação, uma vez que a doença só transmitiria caso a pessoa entrassem em contato com a mucosa do portador, como dito por Drauzio em seu site. Assim, é evidente a necessidade do acesso a informação sobre o vírus da Imunodeficiência Humana ao público, para que evite-se preconceitos e constrangimentos.
Segundamente, a educação sexual é uma importante ferramenta, ainda que pouco utilizada no Brasil, para conscientizar os jovens sobre o vírus do HIV, uma vez que a principal forma de contágio é a relação sexual desprotegida. Como exemplo, pode-se citar o cantor da banda Queens, Freedie Mercury, outro famoso poirtador da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids), possivelmente causada pela sua vida guiada pela celebre frase sexo, drogas e rock’n’roll. Desse modo, a instrução das futuras gerações sobre o seu corpo e sexualidade deve ser naturalizada, pois a educação sexual previne a propagação de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e conscientiza os menores a respeito delas.
Portanto, o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira deve ser combatido pelo Ministério da Saúde por meio da divulgação de publicações e transmissões ao vivo sobre as ISTs nas redes sociais, voltadas para o público jovem, mais especificamente sobre a Aids e com a presença celebridades populares entre os mais novos. Juntamente com a promoção de aulas de educação sexual nos colégios públicos e privados, ministradas por especialistas da área, capazes de se comunicarem com as novas gerações. Para que assim, os portadores do vírus HIV não sejam constrangidos e segregados pelo meio social.