O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 04/10/2021

Na série britânica Sex Education, o personagem Anwar Bakshi, um adolescente homossexual, fica preocupado sobre a contração do HIV após participar de uma aula com inúmeras desinformações sobre o sexo. De maneira análoga ao seriado, os estigmas associados ao vírus HIV são similares ao da obra cinematográfica. Portanto, o preconceito e a falta de informações, são fatores contribuintes desse entrave social.

A princípio, percebe-se que o preconceito pelas pessoas com o vírus da imunodeficiência humana, está diretamente ligado a essa mazela. Nesse viés, segundo a Teoria Determinista do sociólogo Émile Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de pensar e de agir, caracterizada por coercitividade e por generalidade. Nesse sentido, com a discriminação, pessoas soropositivas não se sentem a vontade para buscar ajuda e se tratarem do vírus, pois temem a repreensão da sociedade, assim, aumenta-se a possibilidade de mortes pela Aids. Desse modo, nota-se a coerência do pensamento do sociólogo, evidenciando que tais atos de intolerância não são pensados de forma empática e pelo bem do coletivo.

Ademais, a ausência de informações é um dos principais contribuintes dessa problemática social. Baseando-se nesse cenário, segundo o diretor interino da UNAIDS no Brasil, Cleiton Euzébio de Lima, “Educação da sexualidade não é ideologia, mas ciência. É importante tanto para trabalhar a prevenção quanto a discriminação.” Nesse contexto, informar a população sobre as Infecções Sexualmente Transmissíveis, detalhadamente, é essencial para diminuir os estigmas associados ao HIV no país, pois mediante o conhecimento a população saberá como se prevenir, se tratar e respeitar os portadores.

Portanto, é essencial que os estigmas associados ao HIV sejam amenizados. Desse modo, o Estado, por intermédio do Ministério da Educação, deve realizar campanhas de conscientização por meio de aulas e palestras ministradas por profissionais da saúde e da psicologia, a respeito da importância da ruptura dos preconceitos contra as pessoas soropositivas e os danos que ele pode causar a saúde humana, com o intuito de mitigar esses atos intolerantes e gerar maior empatia dos cidadãos nesta pauta. Nesse âmbito, o Estado, por meio da Secretaria Especial de Cultura juntamente com o Ministério da Saúde, deve realizar também, iniciativas contribuintes para resolução dessa mazela, mediante ficcionais envolvidos, como filmes, novelas e revistas na mídia televisiva e publicitária, com o intuito de informar e conscientizar os cidadãos sobre as IST’s. Assim, evitando situações como a da personagem supracitada.