O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 04/10/2021

A série “Elite” retrata a vida da personagem Marina, filha de milionários, que com 14 anos descobre ser portadora do vírus HIV. A família tenta esconder seu diagnóstico, mas em certo momento a história acaba vindo à tona e ela decide encarar a situação e contar que é HIV positiva. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada pode-se relacionar com a conjuntura hodierna. Gradativamente o estigma associado ao vírus HIV vêm aumentando, devido alguns comportamentos dos indivíduos. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.

Em primeira análise, deve-se ressaltar que o estigma associado ao vírus HIV refere-se as crenças, atitudes e sentimentos negativos em relação a pessoas vivendo com o vírus HIV e outras pessoas que estão em maior risco de infecção pelo vírus, como gays, outros homens que fazem sexo com homem, travestis, transsexuais e os jovens que na adolescência envolve o desejo de autonomia com relações de múltiplos parceiros sexuais e o uso menos frequente de preservativos, as chances de se infectar com o vírus é cada vez maior. Com isso, essas pessoas que vivem com HIV acabam sofrendo situações de discriminação, segundo os dados de uma pesquisa do Índice de Estigma em relação às pessoas vivendo com HIV/AIDS–Brasil, 64,1% já sofreram alguma discriminação, enquanto 41% dizem ter sido alvo de comentários feitos por membros da própria família. Logo, isso faz com que medidas sejam revistas.

Ademias, é importante ressaltar a falta de informação como impulsionador do estigma ao vírus HIV e a ausência de diálogo entre pais e filhos, fazendo com que os jovens não se protejam nas relações sexuais. É importante salientar que o vírus HIV não tem cura, mas pode ser amenizado e até ser quase indetectável se fazer o uso correto dos medicamentos. Por esse motivo, a importância de falar sobre esse assunto sem discriminação, pois qualquer pessoa pode contrair o vírus HIV.

Portanto, é imprescindível que o Governo Federal, junto ao Ministério da Saúde, invista em campanhas de informação, debates e palestras nas escolas para alunos e pais sobre as doenças sexualmente transmissíveis, os riscos de contaminação e as formas de tratamento e prevenção, mas entender que não é porque existem métodos para tratar que os jovens não precisam se cuidar. Isso deve ser feito por meio de um projeto de lei entregue à Câmara, além da criação de campanhas publicitárias transmitidas pela mídia, a fim de conscientizar sobre os riscos da contaminação e as formas de prevenção. Tais medidas visam combater o impasse de forma precisa e democrática.