O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 04/10/2021

De acordo com o Art. 196 da Constituição Federal, “a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem a redução do risco de doença e outros agravos”. Sendo assim, através da garantia de acesso à saúde para todos os indivíduos será possível reduzir os estigmas em relação ao vírus HIV na população brasileira. Entretanto, devido à falta de diálogos sobre esse assunto através do meio educacional, juntamente com a negligência das instituições, vem ocorrendo um aumento de pessoas infectadas e sem tratamento.

Em uma primeira observação, é válido afirmar que com uma pequena divulgação quanto às formas de infecção e tratamento do HIV através da educação, maior serão os estigmas associados a esse vírus. Sabendo que muitos jovens e adultos não sabem se estão infectados e como podem ser acometidos por essa patologia, é de grande importância que sejam trabalhadas através das Escolas e Universidades as diversas maneiras de prevenção e tratamento do HIV, para que ocorra o controle e a redução de preconceitos e discriminação com as pessoas que são soropositivas. Segundo o filósofo Baruch de Spinoza, a educação é a potência de agir, ou seja, é através do aprendizado sobre o vírus HIV que teremos a redução dos estigmas dessa infecção no Brasil.

Por conseguinte, é válido ressaltar que devido o descaso das instituições, muitos indivíduos foram infectados e, em alguns casos, não sabem e nem têm acesso ao tratamento. Logo, é necessário que sejam divulgados através dos meios de comunicação a importância dos cuidados e a necessidade da garantia dos tratamentos, assim haverá o controle da doença e a redução do número de infectados. Conforme o filósofo Immanuel Kant, a partir do conceito de imperativo categórico, quando praticamos uma ação pautada pela razão e não por nossas inclinações, estamos definindo o bem comum, ou seja, com a disponibilização de ajuda por meio de programas sociais nos meios de comunicação, haverá a redução de preconceitos com as pessoas soropositivas.

Portanto, constata-se que é por meio da educação e da redução da negligência das instituições que haverá a diminuição da contaminação de pessoas com HIV. Logo, cabe ao Ministério da Educação divulgar nas Escolas e Universidades, por meio de trabalhos de pesquisas, as consequências da falta de tratamento para o HIV e suas diversas formas de contágio. Além disso, compete ao Poder Executivo direcionar mais investimentos para a divulgação nos meios de comunicação quanto a garantia do tratamento para pessoas soropositivas e o oferecimento de testagens em unidades básicas de saúde. Assim, ocorrerá a redução dos estigmas associados ao vírus HIV e a garantia de direito à saúde para todos os indivíduos.