O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 04/10/2021

Segundo Dráuzio Varella, o desenvolvimento psicológico de uma criança se dá pela imitação: sem nunca ter visto um adulto andar, a criança andará de quatro a vida inteira. Analogamente, tal narrativa pode ser relacionada ao estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira. Assim, faz-se necessário analisar essa problemática, cujos motivos são: a falta de conscientização vinda da família em conjuntura com a escola.

Em primeiro lugar, é importante destacar que há uma grande ausência da exploração sobre o vírus HIV vinda do núcleo familiar. Segundo Newton, para toda ação, há uma reação de igual intensidade e sentido contrário. Paralelo à isso, homens e mulheres que não recebem informações sobre a prevenção do vírus, crescem com o risco de contrai-lo e desenvolverem complicações no futuro. Logo, percebe-se que a omissão da família é um dos principais entraves para o fomento do problema no imaginário coletivo brasileiro.

Além disso, de acordo com Nelson Mandela, “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”, porém, as instituições de ensino não educam os alunos o suficiente sobre o assunto, isso é preocupante pois, devido ao preconceito em relação à abordagem do tema “HIV” na população brasileira, os estudantes não se tornam pessoas informadas sobre a problemática. Desse modo, pela falta de instruções vinda dos centros de ensino, os cidadãos se tornam leigos no assunto.

Portanto, medidas exequíveis são necessárias para desmistificar o estigma associado ao vírus HIV na  sociedade brasileira. Nesse viés, cabe ao Governo Federal -como instância máxima de administração executiva- criar propagandas informativas a respeito da prevenção do vírus no Brasil, por meio de palestras e comerciais televisivos, a fim de que a comunidade se torna alerta sobre o tema. Somente assim, será possível oferecer uma socidade mais segura e consciente.