O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 05/10/2021

Desde o primeiro caso do vírus HIV no Brasil, em 1983, no estado de São Paulo, o grupo de infectados sofre com o estigma causado pela sociedade brasileira. Nesse sentido, fez-se necessário analisar de que forma os soropositivos são afetados pelo preconceito no seu ofício e como a falta de informação da população os atrapalham.

Em primeira análise, os indivíduos infectados pelo HIV são extremamente julgados e injustiçados quando se trata de trabalho, apesar do vírus não interferir na execução de nenhuma atividade. Isso acontece pelo fato do preconceito com os soropositivos ser tão estigmatizado na população que os contratantes ao ouvirem que o candidato à vaga é positivo para infecção, já não querem contratá-lo achando que vai infectar tudo que encostar. Em consonância à isso, uma entrevista feita pela ‘‘Agência Brasil’’ constatou que 19,6%, dos quase 2000 entrevistados que têm o HIV, já foram rejeitados para um trabalho por causa da infecção. Assim, os infectados mesmo quando competentes, não conseguem o emprego.

Em uma segunda perspectiva, a falta de informação da população brasileira contribui para que os soropositivos fiquem mais isolados, visto a própria exclusão que as pessoas aos seus redores fazem com eles, por elas não terem conhecimentos suficiente acerca da infecção e acharem que apenas tendo contato pele a pele contrairão o vírus, o que não é verdade dado que não é transmitida por saliva, suor ou lágrimas - segundo o site de informações ‘‘Ativo Saúde’’ -. Logo, os infectados são excluídos por causa do preconceito ocasionado pela falta de informação.

Portanto, para que a falta de conhecimento tanto dos contratantes como de amigos e familiares venha ao fim, é imprescindível que o Ministério das Comunicações inclua comerciais nos horários nobres das emissoras de televisão, com depoimentos de pessoas que são soropositivas e com informação acerca da transmissão desse vírus. Para que assim, os indivíduos que têm HIV não sejam excluídos na sociedade.