O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 05/10/2021

De acordo com o sociólogo Pierre Bourdieu, o ser humano tornou-se produto do “habitus”, que corresponde ao processo de absorção do meio externo para o interno e do meio interno para o externo, dando origem ao senso comum. Entretanto, o estigma relacionado as pessoas soropositivas, não está ligado tão somente a laicidade do consenso social, mas também, a falta de investimento estatal para promover acesso a informação de forma democrática.

Em primeira análise, de acordo com uma pesquisa realizada pelo site Agência Brasil, pelo menos 50% da população soropositiva já sofreu algum tipo de discriminação, fato esse, que deriva da falta de conhecimento a respeito do assunto, bem como, da ausência de contato com fatos verídicos. Nesse sentido, o senso comum se sobrepõe aos estudos científicos e a verdadeira realidade da minoria portadora de HIV, logo, além de dificultar a desestruturação do preconceito, o torna ainda mais vigente.

Além disso, somado a falta de contato com a veracidade sobre o vírus da Síndrome da Imunodefiência Adiquirida,(AIDS), a negligência financeira estatal para a disseminação de informação confiável dificulta o processo de rompimento do senso comum, assim como também, torna a população mais suscetível ao contagio, tendo em vista, a ausência de informações consistentes.

Portanto, se faz necessário que por meio do Ministério da Saúde, juntamente com o Ministério da Educação, um maior investimento financeiro na disseminação de campanhas em todos os veículos de comunicação, com o intuito de elucidar a população de forma segura a respeito das formas de contágio, bem como, das formas de prevenção. Assim como também, promover palestras e campanhas, com profissionais de saúde nas escolas e nos postos de saúde, visando abranger o maior número de jovens devidamente informados, tendo em vista o início da vida sexual dos mesmos.