O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 04/10/2021

Historicamente, os profissionais do sexo foram encaixados em padrões comportamentais pejorativos. Essa discriminação, além de ter sido ampliada, atingindo não apenas esses trabalhadores, ocorre, também, no âmbito de saúde, com o vírus da imunodeficiência humana (HIV) sendo pretexto para os preconceituosos atacarem. Dessa forma, para cessar tal ódio, é necessário intensificar os investimentos nos aparelhos estatais de proteção à vida e conscientizar a população para o respeito.

A princípio, o contexto de violência, no Brasil, atinge - além de pobres, pretos, mulheres, gays, bissexuais, lésbicas e todos que ousem desafiar a heteronormatividade - muitas pessoas que tenham adquirido o HIV. Uma prova disso foram os resultados de um estudo realizado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que evidenciam a maioria das mulheres, portadoras do HIV e participantes dele, como testemunhas de terem sofrido algum tipo de violência por terem a patologia. Isso poderia ser modificado, a curto prazo, caso houvesse medidas de proteção, apoio e acolhimento às pessoas acometidas pela doença.

Em segunda instância, a educação - que deve transmitir, além de conhecimentos científicos, respeito - não está, lamentavelmente, cumprindo seu papel plenamente, uma vez que mais de 40% das pessoas que têm a imunodeficiência humana já sofreram alguma forma de discriminação, quer seja em ambientes sociais ou familiares, segundo o programa das Nações Unidas Unaids. O sofrimento dessas pessoas poderia ser amenizado - ou até extirpado - se o povo fosse educado para respeitar às diferenças que enriquecem o mundo.

Sendo assim, é necessário combater o estigma associado ao HIV no Brasil. Para isso, o governo federal deve investir em programas de proteção às minorias, aumentando patrulhas policiais, visando reprimir a violência desmedida. Ele também precisa, unido aos mais influentes agentes de mídia, promover campanhas de conscientização e afabilidade, pelos diversos meios digitais ou não, para que o povo tenha mais empatia.