O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 05/10/2021
Na letra da canção “The Last Song”, de autoria de Elton Jhon, grande compositor dos anos 90, é evidenciado o desejo do autor de combater o preconceito das pessoas em relação ao vírus da AIDS. Fora do universo da música, nota-se que a vontade do autor não foi realizada, mantendo-se até hoje a intolerância e a hostilidade. Sendo assim, faz-se necessário analisar os alicerces que sustentam essa problemática, a citar, a falta de informação sobre a temática e a indiferença da sociedade com o próximo.
Diante desse contexto, é importante salientar que devido à carência de conhecimento da população a respeito do HIV [Vírus da Imunodeficiência Humana], possibilita concepções preconceituosas. Sob essa ótica, no filme “Philadelphia”, do diretor Jhonathan Demme, é retratada a história do protagonista, Andrew, que por ser infectado pelo vírus da AIDS é discriminado e segregado do corpo social. Fora da narrativa ficcional, na sociedade brasileira, devido à desinformação da população, a situação de estigmatização do HIV é análoga à evidenciada no longa-metragem.
Ademais, a cultura brasileira está fincada em bases que fomentam a falta de empatia e a indiferença com os problemas do próximo. Nesse sentindo, Schopenhauer, filósofo alemão, afirma que “O motor fundamental do ser humano é o egoísmo”, palavras que descrevem com clareza o corpo social do Brasil, no que se diz respeito ao menosprezo e o desdém com quem é vítima da AIDS. Com isso em mente, as pessoas que contrairem essa doença, devido ao preconceito da sociedade, tendem a ter mais dificuldades em manter contatos sociais e vínculos empregatícios.
Infere-se, portanto, que o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira precisa ser evitado. Para tanto, o Ministério da Educação, em parceria com o da Saúde, deve realizar projetos educacionais de estímulo ao debate sobre a importância de cultivar o respeito pelo próximo, por meio de eventos pedagógicos com profissionais especializados na área, como médicos e virologistas, a fim de formar cidadãos mais conscientes, para que assim. possa haver mais harmonia nas relações interpessoais.