O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 05/10/2021

No filme “Clube da Luta”, o personagem Robert Paulson sofre preconceito por desenvolver características femininas por conta de anabolizantes e chega a se separar de sua mulher e se afastar dos amigos. Fora da ficção, o julgamento com aqueles que são diferentes é um grave problema no país, principalmente com pessoas portadoras do vírus HIV. Esse problema estrutural causa exclusão, perpetuação de pensamentos retrógrados e pode causar o surgimento de patologias psicológicas nas vítimas.

Em primeiro plano, no século XIV, com a origem da peste bubônica, muitos cidadãos europeus foram excluídos da vida pública, sendo tratados como sub-humanos. Dessa maneira, essa situação se mostra semelhante com a atual do Brasil, já que, mesmo em tratamento, pessoas aidéticas são discriminadas, recebem tratamento inferior, que tem como consequência o surgimento de doenças mentais como a depressão e a ansiedade.

Como consequência disso, ficam claras as razões de patologias no âmbito psicológico. Segundo dados da OMS, o Brasil tem 7% da sua população em estado depressivo. Sendo assim, é possível concluir que o estranhamento daqueles que tem alguma caracteristica diferente é apenas um reflexo do problema estrutural que é a abominação daqueles que possuem o vírus da AIDS, gerando constrangimento e exclusão.

Infere-se, portanto, que o Brasil é um país extremamente preconceituoso. Dessa maneira, torna-se necessário que o Ministério da Saúde, responsável pelo tratamento e pela divulgação da prevenção a AIDS, promova, como investimentos do Governo Federal a divulgação de panfletos informativos sobre o HIV em colégios e faculdades. Desse modo, visa-se reduzir o preconceito no país através da informação.