O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 05/10/2021
De acordo com a Constituição Federal Brasileira de 1988 que vigora até os dias de hoje, o artigo 6° garante a todos, os direitos sociais, como, educação, saúde, segurança e trabalho. Porém, a realidade para os cidadãos soropositivos não se encaixa na Emenda, já que grande parte das pessoas que enfrentam o HIV (também conhecida como Aids) sofrem estigmas, acarretando na exclusão social e até mesmo na perda do emprego.
Sob a perspectiva histórica, o HIV tem sido estigmatizado desde o surgimento dos primeiros casos na década de 80 pela sua associação com grupos vulneráveis (homossexuais, profissionais do sexo e usuários de drogas), e com a imagem construída pelo apoio da mídia,a Aids tornou-se uma patologia fatal e aterrorizante.
Nesse interím, mesmo no cenário atual, além da população soropositiva sofrer com preconceitos e discriminações, grande parte também passou a ter problemas psicológicos como, ansiedade, pânico e depressão, pois a sociedade os julga por conhecimentos leigos, por exemplo: “o HIV é transmitido pela saliva” ou “não pode encostar em quem tem Aids, se não pega”, e assim acabam tendo dificuldades para se relacionar e até mesmo conseguir emprego.
Urgem, pois, intervenções pontuais para sanar essa problemática. É necessário que o Ministério da Saúde, junto aos Estados e Municípios, crie, com os profissionais da educação e saúde, uma campanha sobre os efeitos colaterais do HIV no Brasil, com o intuito de instruir a população sobre a doença, salientando também as consequências psicológicas do prconceito e da discriminação, assim o povo terá acesso à informações especializadas, combatendo os estigmas e oferecendo ajuda à ainda silenciosa população que necessita, pois, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), “Saúde é o estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença.”