O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 07/10/2021

O filme “O tempo não para” retrata a vida do cantor Cazuza, o qual foi vítima do vírus HIV no momento em que ainda era uma novidade para a ciência e sociedade brasileira. Ademais, na época criou-se um tabu acerca do assunto, associando a doença ao “mal do século”. Com isso, essa situação ainda é uma realidade, visto que o estigma associado ao vírus HIV, somado à falta de ausência de políticas públicas eficazes contribuem para o quadro.

Em primeira análise, segundo o filósofo Albert Einstein “É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado”. Analogamente, o estigma associoado ao vírus, tem como causa diversas crenças negativas disseminadas na época. Como por exemplo, que somente casais homossexuais tinham a probabilidade de contrair a doença e, que isso seria um “castigo”. No entanto, com o avanco da ciência isso foi desmistificado, mas ainda sim há quem relacione esses fatores. Logo, a falta de informação gera e implanta muitos preconceitos.

Em segunda análise, o Estado junto do Sistema único de saúde (SUS), garante o tratamento completo para invíduos que têm o vírus do HIV. Entretanto, somente essa medida não é eficaz, de modo que após o contato com  doença o tratamento deve ser seguido até o fim da vida.Assim, a falta de informação faz com que o assunto seja negligênciado e que as medidas não sejam preventivas e sim paliativas, pois assistência é somente no último estágio.

Por fim, medidas sao necessárias para solucionar o impasse. Outrossim, o Estado junto do Sistema único de saúde (SUS) deverá criar, por meio de verbas governamentais, palestras de educação sexual para todas as faixas etárias explicando como a doença se manisfeta no organismo e sua prevenção, exibindo também as consequências quando não há os cuidados necessários. Somente assim, com informações claras e didáticas o precoceito enraízado na sociedade brasileira será quebrado.