O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 05/10/2021
O filme “Bohemian Rhanpsody” conta como foi a vida do artista Freddie Mercury, e como o vírus da AIDS afetou a sua vida como cantor. Nesse caso, na época não existiam tratamentos que existem no século XXI, por isso foi uma situação em que o próprio artista teve que abrir mão da vida que tinha. Fora da ficção, a realidade se torna desproporcional, tendo em vista que a medicina atual está em constante evolução e que uma pessoa soropositiva pode viver tranquilamente. Portanto, o estigma atual sobre o vírus HIV é uma problemática importante a ser discutida, visto que o preconceito e a discriminação existem e estão aqui para serem combatidos.
Sob esse viés, é de suma importância analisar como, hodiernamente, as pessoas que possuem o vírus no organismos sofrem com o preconceito e com a discriminação, seja no âmbito social ou profissional. Segundo o Artigo 1° da Declaração Universal de Direitos Humanos, os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Isto é, não importa o quadro de saúde, a cor da pele, o gênero, todos são iguais perante a lei e desfrutam dos mesmos direitos, visto que, de acordo com a Agência Brasil, cerca de 13% da população perderam seus empregos tendo como principal motivo, o vírus do HIV.
Em segunda análise, é necessário destacar a eficácia da ciência ao longos dos anos, a fim de proporcionar um tratamento adequado para essa doença, que até pouco tempo atrás, ainda era o motivo do óbito de muita gente. Portanto, hoje em dia é só mais uma doença a ser tratada e pessoas vivem normalmente seguindo o tratamento, tendo como resultado o vírus se torna intransmissível e inativo. Isso só mostra que a AIDS deixou de ser um estigma e medidas precisam ser tomadas, a ponto de aniquilar qualquer tipo de preconceito posto contra pessoas soropositivas.
Infere-se, portanto, que medidas precisam ser tomadas para que o estigma do vírus HIV no Brasil seja totalmente apagado. Para tanto, o Ministério da Saúde deve divulgar palestras e aulas, através de camapanhas em instituições de ensino, seja em faculdades ou escolas, a fim de promover o fim dessa problemática e ensinar que pessoas soropositivas podem viver livremente sem culpa e sem medo. Somente assim, esse problema será cortado pela raíz, aniquilando o preconceito e promovendo a vida soropositiva livre cotidianamente.