O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 06/10/2021

Durante as décadas de 80 e 90, a descoberta do vírus HIV assombrou a população mundial e foi marcada pela perda de grandes personalidades, como o Cazuza, que morreu ao contrair a doença da AIDS causado por esse vírus e que era desconhecida na época. No entanto, com o avanço tecnológico, atualmente a Organização Mundial da Saúde considera o HIV como uma infecção crônica manuseável por conta do seu tratamento eficaz, porém, ainda é necessário desmestificar o estigma por trás desse assunto. Sendo assim, torna-se necessário analisar o cenário no âmbito histórico-social a fim de entender as causas e consequencias dessa problemática e por fim, buscar a devida solução.

Em primeiro plano, é válido ressaltar como o preconceito e a desinformação são preponderantes para a existência do tabu diante desse tema. Segundo o físico Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo do que o preconceito. Apesar dos avanços científicos que deram qualidade de vida para quem contrai esse vírus, ao possibilitar tratamento que garante ao infectado uma carga viral tão baixa que impossibilita a transmissão dessa IST - infecção sexualmente transmissível- ainda é notória a falta de informação sobre o HIV e como ocorre a manifestação da doença da AIDS, que não sao sinônimos como algumas pessoas pensam, ou seja, quem é infectado não necessariamente manifesta a doença.

Por outro lado, também é necessário falar sobre a importância a cerca da prevenção contra essa IST, para que de fato, essa infecção possa parar de crescer. De acordo com o Ministério da Saúde, há cerca de quarenta mil novos casos diagnosticados por ano no país de uma epidemia que ja deveria estar controlada, uma vez que, as formas de prevenção e de tratamento já são conhecidas e o Brasil possui um tratamento eficaz, gratuíto e garantido por lei. Contudo, por conta do estigma, muitas pessoas não tomam conhecimento que estão infectadas e acabam procurando ajuda tardia, ou então, por medo e preconceito, aquelas que sabem acabam por não se tratarem e infectam outras pessoas o que, infelizmente, mantém os números de novos casos sempre em alta no país.

Dessa forma, para que esse cenário se transforme positivamente, medidas são necessárias para solucionar esse impasse. Por certo, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, forncer nas escolas - instituições que desenvolvem sujeitos autônomos - palestras conscientizadoras, com profissionais da saúde, para pais e alunos, a fim de informar tanto sobre a prevenção como também a importância do tratamento além de mostrar a necessidade de acolher aqueles que se infectaram. Por certo, com medidas a curto e a longo prazo, os números de novos casos irão cair e esse assunto deixará de ser um estigma social para o país, e a desinformação fará parte apenas da realidade do passado.