O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 06/10/2021

No dia 1º de dezembro, comemora-se o Dia Mundial de Luta Contra a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids), doença do sistema imunológico resultante da infecção do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). Atualmente, no Brasil, o tratamento para essa doença é bastante eficiente, entretanto, o preconceito e a exclusão social são marcas presentes na vida dos portadores da infecção.

Diante desse cenário, devem-se compreender os impactos de conceitos pré-estabelecidos, inadequadamente, na vida dos soropositivos. Sob essa ótica, o filme norte americano “Clube de Compras Dallas” lançado em 2013, narra a vida de Ron, que foi diagnosticado com Aids e, retrata as dificuldades e preconceitos vivenciados por ele, tornando a vivencia e tratamento mais difícil. Analogamente, na realidade brasileira, muitos acometidos pela infecção sofrem com esse preconceito e com as consequências desses pensamentos retrógrados. Assim, a falta de conhecimento e empatia social, acerca da doença, tem efeitos negativos, uma vez que a falta de informação contribui para a disseminação da infecção e para a propagação de conceitos errados.

Ademais, existe uma segregação dos infectados por parte da sociedade. Isso pode ser analisado ao se verificar o livro “Harry Potter e o Prisioneiro de Askabam”, em que o professor R.J Lupim, infectado com a licantropia é estereotipado e excluído socialmente, encontrando dificuldades de progredir na vida. Em suas redes sociais, a autora do livro, J.K Rowling, disse que o personagem é uma representação de pessoas portadoras de doenças como o HIV, estigmatizadas, que, assim como ele, são excluídas da sociedade. Logo, o preconceito associado à doença tem efeito segregador, aumentando a dificuldade da luta contra a infecção, uma vez que diminui a qualidade de vida do infectado.

Portanto, ações para reduzir os estigmas atrelados ao HIV devem ser colocadas em prática. De início, deve o Ministério da Saúde promover a informação para a população, por intermédio de publicidade em propagandas televisivas e em redes sociais, como o Instagram, para orientar corretamente a sociedade acerca da doença e, assim, reduzir o preconceito instaurado. Devem também instituições educacionais e Ong´s criar programas de inclusão social, por meio de debates, em ambientes públicos, com o intuito de esclarecer a condição da patologia, e dessa forma, minimizar a exclusão dos infectados.