O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 06/10/2021
Na série da plataforma Netflix “Sex educatio” retrata alunos que conversam entre si sobre assuntos de segurana sexual, mostrando que o debate e a informação são meios de combate às doenças sexualmente transmitíveis. Entretanto, na vida real ainda há um estigma associado ao vírus do HIV na sociedade brasileiro, que tem como motivadores a desinformação sobre o assunto e a banalização das consequências do contágio por ele. Desse modo, fica evidente a necessidade de atuação governamental para solucionar o problema.
Preliminarmente, convém analisar que a desinformação a respeito de como contrai-se o vírus e seus tratamentos representam uma grande barreira para vencer o preconceito. Visto que, o medo advém de uma insegurança sobre o desconhecido, tornando-se uma barreira limitante no avanço da discussão do tema, que deve ser tratado com um ensino libertador, que fará diferença na vida das pessoas e dessa maneira, elas tem potencial para mudar esse cenário conturbado, fazendo valer as ideias do filósofo Paulo Freire sobre a educação que traz mudança nas atitudes pessoas. Então, não se deve negligenciar o ensino a cerca do que é AIDS, ainda mais em um país como o Brasil.
Outrossim, vale salientar que a banalização do contágio cria estigmas associados ao vírus, como observado no senso comum, que somente determinados grupos sociais correm o risco de contaminarem-se. Isso é inaceitável, uma vez que a doença pode atingir a todos que fazem sexo desprotegido, além das contaminações por compartilhamento de seringas e sangue. Por isso, atribuir o problema a somente certo grupo é uma falácia desmedida que precisa ser resolvida, para que não ocorra uma opressão desses grupos minoritários, tal como descrito em “Revolução dos bichos” em que certos animais eram oprimidos e responsabilizados por culpa que não eram exclusivamente deles.
Portanto, diante do exposto, para resolver os aspectos conlitantes a respeito do estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira, ações interventivas são indispensáveis. Para tanto, cabe ao Governo Federal estabeleceu projeto educacionais sobre as consequências negativas da AIDS, por meio de escolas públicas e privadas que serão usadas para programas semanais da temática, para que as pessoas deixem o preconceito e apoiem aqueles qe tem a doença, a fim de melhorar as condições de vida dos soropositivos na sociedade. Assim, haverá uma sociedade mais justa com todos, seguindo os ideais da luta contra a doença e a discriminação, tal como na série “Sex education”.