O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 11/10/2021
No Brasil, estigmas associados ao vírus HIV são recorrentes desde a explosão de casos nas décadas de 80 e 90, quando a falta de informação para prevenção/tratamento dos infectados levou milhares de cidadãos à morte precoce. Afim de promover qualidade de vida aos contaminados, a ciência evoluiu com o passar do tempo e se informou sobre tal vírus. Entretanto, a sociedade insiste em perpetuar ideias preconceituosas de que doença esteja associada apenas à grupos restritos, ademais existe a barreira da escassez de informações para o público geral, o que fortalece estigmas como o de isolar os infectados. Assim, é urgente que ações sejam tomadas para acabar com essa mazela social.
É evidente que no momento de epidemia nos anos 80, os mais atingidos eram homossexuais e prostitutas e que esses tiveram sua identidade associada ao vírus, logo o preconceito se enraizou na falta de informação e persiste até hoje quando acreditam que o HIV esteja restrito à tais grupos. Entretanto, cientificamente é comprovado que a infecção é ampla e que não atinge apenas uma camada social, mas sim qualquer indivíduo que tenha contato com mucosa/sangue contaminado ou relação sexual desprotegida com alguém que possua o vírus. Para combater tal discriminação é preciso que informações corretas sejam expostas à população geral e então gradativamente se eliminará os estigmas, já que segundo o sociólogo Francis Bacon “conhecimento é poder”.
Ademais, é notável mundialmente segundo a ONU (Organização das Nações Unidas) que o Brasil, por meio do SUS (sistema único de saúde) é referência no controle do HIV, tal informação é importante pois expõe que a doença é tratável, outrossim dados do Ministério da Saúde apontam que se o diagnóstico for precoce e tratamento seguir de modo impecavél é possível conviver com o vírus e levar uma vida longa e com qualidade. Assim, tais dados quebram o paradigma de que um cidadão afetado não deve procurar ajuda, irá padecer precocemente ou que não deve manter um convívio social.
Destarte, é possivél observar que a maior problemática sobre o HIV no Brasil gira em torno do preconceito e medidas são necessárias para modificar tal cenário. Para tanto, o Governo, que possui um Plano Nacional de DST/IST que é completo, deve por meio do Ministério da Saúde colocar em prática meio de acionar o plano em todo território nacional, tal Ministério deve contar com o apoio do Ministério da Economia para que seja elaborada uma verba destinada exclusiva para a geração de comerciais em redes de TV abertas/mídias sociais do governo que alertem sobre formas de prevenção e que informem sobre o plano gratuito de tratamento disponível no SUS, aos municípios cabe criar palestras gratuitas sobre prevenção ao HIV, a serem realizadas nas escolas e ministradas por médicos. Assim, a longo prazo haverá um caminho para uma sociedade emancipada.