O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 15/11/2021
O Cazuza, um dos maiores cantores que ja existiram no Brasil, foi vítima da AIDS em 1989, época em que não existia tanto conhecimento sobre a doença como hoje. Por conta disso, além de lutar contra a doença também teve de lidar com os estigmas associados ao vírus HIV. Na realidade atual, a doença foi controlada mas o preconceito se mantêm presente em parte da sociedade brasileira. Diante dessa problemática, fica claro como a ausência de conhecimento da população e da educação sexual nas escolas agrava essa situação.
Em primeira análise, como mostra o Artigo 5 da Constituição de 1988, todos são iguais perante a lei, sem haver distinção de qualquer natureza. Entretanto, tal lei não foi efetivada tendo em vista o preconceito que existe com portadores de HIV. Segundo dados das Nações Unidas Unaids, 64% das pessoas que tem HIV sofreram alguma forma de discriminação. Com isso, muitas pessoas se isolam e não vão em busca do próprio tratamento, por medo de serem rejeitadas e discriminadas mais uma vez pela sociedade.
Outrossim, é primordial ressaltar a ausência de educação sexual nas escolas do Brasil como um fator motivador dessa adversidade. A informação e conscientização aos jovens sobre sexo, métodos contraceptivos e doenças sexualmente transmissíveis podem reduzir a incidência de pessoas diagnosticadas com HIV no Brasil e também diminuir os estigmas sociais em volta dessa doença, que vem em sua maioria da falta de informação sobre como o vírus funciona e de que forma é transmitido.
Infere-se, portanto, que o Estado deve atuar de forma responsável para atenuar essa problemática. Desse modo, cabe ao Ministério da Educação pormover campanhas de informação sobre o vírus da AIDS, por meio da inclusão da educação sexual ,dada por um profissional da área, no cronograma escolar, prevenindo não só doenças sexualmente transmissíveis, mas também a gravidez indesejada. Dessa maneira, os jovens brasileiros vão crescer informados, o que evitará que aconteça uma nova epidemia de AIDS, como a dos anos noventa, assim como diminuirá o preconceito e os estigmas relacionados ao vírus HIV.