O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 24/10/2021
A partir da década de 1940, o modelo biofísico de medicina foi substituído pelo modelo biopsicossocial, que relaciona o âmbito social à saúde dos indivíduos. Sob essa ótica, é possível perceber, na sociedade atual, grande preconceito contra soropositivos, decorrente da desinformação a respeito do tema. É, portanto, necessário avaliar uma das causas do estigma associado ao vírus HIV, bem como seus impactos em indivíduos portadores e uma possível maneira de solucionar a questão.
Inicialmente, é válido destacar a razão pela qual IST’s causam tanto medo e preconceito entre as pessoas. A série televisiva “Sex Education” aborda o tema representando um surto de clamídia em uma escola, pelo qual os estudantes entram em pânico, por não saber do que se trata ou como lidar. O evento, embora ficcional, se aproxima de uma situação real quando se tem em vista que o assunto não é abordado em sala de aula, o que abre espaço para que a estigmatização associada a portadores de IST´s se perpetue na sociedade, atingindo cruelmente esses indivíduos.
Como consequência, soropositivos são alvos de discriminação no mundo atual e encontram diversos obstáculos em seus relacionamentos. A página do Instagram “historiasdeterapia” expôs o relato de uma portadora de HIV sobre as dificuldades enfrentadas em seu dia a dia, devido a visão que grande parte da sociedade tem sobre sua condição. Dessa forma, fica evidente que o maior problema que esses indivíduos encontram não está relacionado ao vírus, controlado pela medicina atual, mas sim aos estigmas associados a eles, o que dificulta suas relações interpessoais.
É, portanto, imprescindível que o governo federal, por meio do Ministério da Educação, tome iniciativas para solucionar essa mazela no país. Para tal, podem ser realizadas, nas escolas, palestras que abordem o tema de forma clara aos estudantes, além da disponibilização de profisisonais da área da saúde para a retirada de dúvidas que possam surgir. Assim, será possível contribuir para uma sociedade com menos estigmas e melhorar a qualidade de vida de portadores de HIV de forma geral.