O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 28/10/2021
Contemporaneamente, o Brasil caminha em um simbólico progresso relacionado ao combate e prevenção das doenças sexualmente transmissíveis. Porém, apesar de ser um assunto abordado, ainda existem percistentes estigmas associado ao vírus HIV na sociedade brasileira. Ora pelo preconceito ainda presente, ora pela escassez de informações sobre o vírus e seu controle. Logo, remediar tal problemática se faz imprescindível.
Pode compreender, de início, que o preconceito que os portadores de HIV sofrem, infelizmente tem uma extensa linha do tempo, pois, historicamente, a doença era tratada por muitos como um castigo divino à persistência de atos homoafetivos. Mas, com o passar do tempo essa parcela da população continuou renegada e excluída do todo, perdurando assim, até hoje grande preconceito, sendo muitas vezes motivo da falta de informação. Exemplifica-se tal fato na novela Malhação, da Rede Globo, em que a adolescente Erika descobre que é soro positivo e apartir disso enfrenta grandes dificuldades, com o fato de todos sairem da pscina quando ela entra. Conclui-se, portanto, que apesar da sociedade estar se desenvolvendo positivamente, ainda é notório um colossol estigma quando se trata de AIDS e preconceito.
Deve-se ressaltar, além disso, que a escassez de informações sobre o vírus, seu controle e tratamento, culmina em perseverantes problemas para os portadores, desde esteriótipos até ao descaso e abandono do tratamento. Atualmente apesar da longa trajetória do vírus, a falta de conhecimento acarreta seriamente a saúde pessoal e coletiva. Verifica-se no livro " Senhorita Aurora", da autora Babi A. Satte, o HIV é abordado pela protagonista do romance com respeito, busca de informações e consideração, sendo quebrado todos os paradigmas sobre o assunto. Consequentemente, constata-se que a informação é o braço direito para a quebra do estigma associado a AIDS.
Torna-se claro, portanto, a urgência de caminhos que busquem a quebra do estigma relacionado ao vírus HIV na sociedade brasileira. Faz-se fundamental, que a mídia, formadora de opiniões em massa, juntamente com o governo, façam fortes campanhas contra o preconceito no mês do dezembro vermelho, com convidados especiais como artistas e psicólogos, a fim de mobilizar o maior público para o fim da discriminação. Ademais, cabe as secretárias da saúde municipais em apoio com a prefeitura a disseminação de informações para a sua população, por meio de instituições de ensino e redes sociais. Com a finalidade de oferecer a dignidade do conhecimento aos cidadãos. Com esse intercâmbio de medidas, a sociedade brasileira poderá olhar com esperanças o fim dos estigmas associados a AIDS.