O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 11/10/2021

É notório que no Brasil atual, o avanço técnico da medicina permitiu o controle e tratamento de diversas  doenças que até então não tem cura, como é o caso do vírus HIV. Entretanto, mesmo em um país em que o tratamento é eficiente, gratuito e assegurado por lei, segundo o IGBE a cada ano ainda são identificados cerca de 40.000 novos casos de mortes devido ao vírus. Tal cenário ocorre principalmente devido ao estigma, preconceito e a discriminação para com os portadores da doença, o que leva muitos a desistirem do tratamento.

Primeiramente, vale citar que apesar da capacidade de erradicar novos casos de óbito pelo vírus da AIDS, a dificuldade em colocar as questões morais acima das questões técnicas representa um grande problema. Uma vez que muitos nem sequer dão início ao tratamento, não devido a fatores técnicos mas sim devido a fatores psíquicos, já que em muitos casos essa doença está associada a grupos historicamente marginalizados pela sociedade como os gays, os trabalhadores do sexo e outros.

Paralelamente, a afirmação, “O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”, atribuída à filósofa francesa Simone de Beauvoir, pode ser aplicada falta de empatia, visto que, tão preocupante quanto a ocorrência desse problema, é o fato da população se habituar a essa realidade. Nessa perspectiva, observa-se que parte da sociedade viva indiferente em meio a esse problema, sobretudo, devido os sentimentos de individualismo e egoísmo presentes nos seres humanos. Consequentemente, ampliando os crimes de ódio.

Portanto, com o intúito de mítigar o estigma associado ao vírus do HIV na sociedade brasileira, o Governo Federal deve promover palestras educacionais para toda a sociedade, com a participação de profissionais especializados, por meio de debates críticos sobre os impactos que a falta de informação e empatia geram para os portadores do vírus HIV, coma finalidade de anular esse problema no país.