O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 14/10/2021

A série de quadros “O Grito”, do artista norueguês Edvard Munch, retrata claramente o espanto a algo, representado na figura andrógina das obras. Nesse contexto, pode ser compreendido como uma descrição metafórica do que ocorre na sociedade quando alguém diz que é soropositivo, visto que há um grande estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira. Isso ocorre, seja pela falta de informação das pessoas ao tratar dessa doença, seja pelo preconceito ao relacioná-la com a promiscuidade.

Em princípio, é válido destacar que a desinformação da população gera consequências. Nessa lógica, o filósofo Immanuel Kant cita que o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. Dessa forma, é nítida a falta de informação sobre a doença, gerando muitas noções equivocadas que, com o passar do tempo, se tornam algo bem fácil de ser encontrado no senso comum, como a ideia de que ela é transmissível pelo simples fato de estar perto de alguém contaminado.

Outrossim, é importante salientar que existe o preconceito relacionando a doença com a imoralidade. À luz dessa perspectiva, grandes astros da música internacional, como Freddie Mercury, faleceram em decorrência dessa patologia, o que contribuiu com a propagação desse esteriótipo. Além disso, esse assunto ainda é considerado um tabu para a grande parte da sociedade, o que o faz ser deixado um pouco de lado, gerando a falta de informação na população.

Fica evidente, portanto, que, diante dos desafio supramencionados, são necessárias medidas operantes. Para isso, compete ao Ministério da Saúde, juntamente com a mídia, promover campanhas trazendo à tona o assunto para os cidadãos brasileiros. Essa aplicação deve ser feita, principalmente, em escolas e redes sociais - meio muito utilizado hodiernamente -, a fim de propagar a informação sobre a doença e mitigar o estigma associado à ela.