O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 22/10/2021

O vírus HIV causa a AIDS, infecção que surgiu na década de 80 e 90 com a comunidade gay, época na qual os homossexuais sofriam muito com o preconceito e descriminação e logo após o surgimento do vírus esses indivíduos passaram a ser cada vez mais atacados e humilhados. Na atualidade, o preconceito prevalece enraizado sobre o vírus HIV e isso prejudica os esforços no enfrentamento a epidemia. Além disso, a falta de diálogo torna o tabu cada vez mais intenso e consequentemente faz com que pessoas infectadas se sintam envergonhadas para procurar informações e ajuda.

A princípio, a população que faz parte da comunidade LGBTQI+ são as mais vulneráveis na sociedade, privadas da liberdade de ser quem são. No auge da epidemia o cantor Cazuza foi internado com a infecção e a mídia retratou uma visão negativa para os telespectadores, o que causo um preconceito sobre a transmissão da infecção. Outrossim, o caso do cantor é algo que se reflete até hoje quando se fala do vírus, a descriminação que permanece até os dias de atuais diante mesmo com a evolução da medicina e do séc XXI. Como resultado, a pesquisa feita com 1.784 pessoas, em sete capitais brasileiras, entre abril e agosto de 2019 mostram que a desaprovação social e marginalização do estigma em relação às pessoas vivendo com HIV/AIDS no Brasil, aturando comentarios discriminatórios ou especulativos da propria familia ou amigo, gerando desencorajamento para procurar ajuda.

Por conseguinte, infelizmente muitas pessoas morrem por não fazerem o tratamento. De acordo com o site do G1, 866 mil indivíduos vivem com o vírus HIV no Brasil, o país já registou aumento de 21% de casos entre jovens mesmo após a evolução da medicina. Por certo, quando se é citado infecções sexualmente transmissíveis grande parte da população vai associar a comunidade gay, isso porque, a mídia ridicularizou a imagem desses indivíduos quando a epidemia estava no auge, atualmente se tem tratamentos de qualidade para mortes serem controladas, porém, grande parte dessas pessoas com á infecção tem medo de falar do vírus ou vergonha de como vão ser enxergadas diante a sociedade. Nesse contexto, o tabu prevalece atualmente e a falta de diálogo e debates prejudicam a evolução, para assim ser quebrado o preconceito.

Nesse sentindo, é evidente que a infecção precisa ser controlada e debates precisam ser formados para o tabu ser quebrado. Dessa maneira, o Ministério da Saúde junto com Ministério da Educação deveriam criar um projeto nas escolas para os alunos obterem mais informações sobre como é causado o vírus e os cuidados precisos. Por fim, a mídia deveria falar sobre o assunto de maneira que alertem as pessoas da forma que a transmissão acontece. Com intuito, de que pessoas tenham as informações corretas e procurem ajuda quando preciso, assim também, repulsão e casos minimizados.