O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 12/10/2021
Promulgada ONU em 1948, a declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos à igualdade e o respeito. Conquanto, O estigma associado ao HIV na sociedade brasileira impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar esse quadro, que possui como causas: o preconceito e a falta de debates para um maior entendimento sobre o assunto.
Em primeira análise, torna-se evidente que, a questão do preconceito em torno das pessoas soropositvas é uma das causas do problema. Isso ocorre pois, apesar dos avanços da tecnologia e dos meios de comunicação ainda existem estigmas que se permeiam e são passados de geração em geração, é o que as ciências humanas conhece por “senso comum”. Com isso, muitas pessoas não sabem que a doença não é transmitida por contatos superficiais, como beijos e abraços. Por isso, são antipáticas e preconceituosas, dificultando ainda mais o problema.
Concomitante a isso, a falta de debates e informações sobre o assunto favorece que o senso comum tenha grande longevidade. Sendo assim, o filósofo contemporâneo Habermas, traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é a verdadeira forma de ação, ou seja, para que haja um avanço acerca do tema é necessário debater sobre. No entanto, percebe-se uma lacuna em torno disto, o que favorece para haver cada vez mais desinformações sobre essa temática, dificultando a criação de cidadãos mais empáticos e menos preconceituosos com os portadores desta doença.
Portanto, infere-se que ainda há entraves para a solidificação de um mundo melhor. Dessa maneira, urge que o Ministério Público e o Tribunal de Contas da União deve fiscalizar o destino dos investimentos brasileiros. Afim de, remanejá-los a criação de campanhas e anúncios públicos sobre o estigma associado ao vírus HIV. Além disso, poderá ser criado debates informacionais e palestras sobre informações corretas sobre o vírus e a transmissão da AIDS. Estes debates, poderão ser feitos nas escolas em período extraclasse com a participação de professores e profissionais da área. Ademais, eles poderão ser abertos a população para que haja um total rompimento com o senso comum. Somente dessa maneira, o Brasil conseguirá romper o preconceito e a desinformação e cumprir a lei universal da ONU.