O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 13/10/2021
Desde o Iluminismo, entende-se que uma pessoa só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. Sob essa ótica, é essencial a importância sobre a discussão a respeito das causas e consequências do estigma associado ao vírus HIV na sociedade, no qual encontra óbice na desinformação e preconceito.
Nesse sentido, segundo o filósofo Arthur Schopenhauer, o campo de visão de uma pessoa determina seu entendimento e suas ações. Esse fato mostra, que a partir do momento em que não é disseminado a informação de que o soropositovo tem um tratamento benéfico, muitos indivíduos vão contribuir para a manutenção da discriminação. Isso acontece, por causa de fatores históricos e culturais que ainda são carregados pela sociedade. Além disso, muitas pessoas associam HIV com a mortalidade, e, consequentemente favorece o quadro de preconteceito. De acordo com a ONG Marco Zero, o preconceito é o maior mal para quem vive o HIV. Dessa forma, é notável que isso prejudicial aos cidadãos, os quais possuem a patologia e sendo assim, pode gerar problemas psicológicos e um atraso na sociedade. Portanto, é alarmante o quão é importante mudar esse cenário.
Em virtude do que foi exposto, faz-se necessária a elaboração de políticas públicas eficientes para o fim do estigma associado ao vírus HIV na sociedade. Dessa forma, o Ministério da Saúde deve promover visibilidade e inclusão do soropositivo no corpo social, disseminar informação e elaborar uma interação transdiciplinar sobre sexualidade e a contaminação HIV nas escolas. Isso deve ser feito por meio de palestras em praças públicas com profissionais da área da saúde, o qual mostre cientificamente que o tratamento é favorável e não tem cabimento associar HIV com a morte, além do mais fazer eventos com diversos públicos incluindo soropositivos e promover aulas sobre a infecção para assim mudar o campo de visão da população. Isso deve ser feito a fim de proporcionar o progresso social iluminista.