O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 13/10/2021

Hannah Arendt, influente filósofa alemã, em seu livro “Eichmann em Jerusalém — século XIX”, desenvolveu o conceito “banalidade do mal”, cuja peculiaridade situa-se na substituição da normalidade pela calamidade. Seguindo o pensamento arendtiano, e, concomitantemente, o recontextualizando para a sociedade brasileira, é notável que a o estigma associado ao vírus HIV é uma adversidade que se transmudou em banal. À vista disso, com o objetivo de revogar esse quadro deletério, urge a necessidade de analisar a gerência estatal e a conduta social.

Antes de tudo, é relevante abordar que o descaso do poder público na administração das cidades ocasiona uma antidemocracia do artigo 6°, que garante, entre outros direitos, o acesso à educação. Para entender tal apontamento, segundo o livro “Raízes do Brasil”, de Sérgio Buarque de Holanda, é preciso considerar que a vida em áreas urbanas se desenvolveu de forma não planejada, com herança de uma sociedade oligárquica, mostrando, assim, que as virtudes da Carta Magna abrangem apenas os indivíduos mais abastados, não incluindo as camadas menos favorecidas, que, consequentemente, por não terem acesso ao conhecimento, são mais vulneráveis a estgmatizar o vírus HIV, assim, viabilizando a conservação do revés. Dessa forma, faz-se mister - pelo desuso da Constiuição Cidadã - resolver esse cenário, para que a sociedade evolua e o bem-estar comum seja alcançado.

Paralelo a isso, ainda, é necessário ressaltar que a carência de participação social também contribui para o estigma do vírus HIV. Na iminência de justificar tal observação, é válido relembrar o pensamento positivista, de Auguste Comte, no que se refere à sociedade como um organismo biológico desenvolvido pela coletividade. Sob esse viés, é nítido afirmar que pela falta de debates populares — com o intuito de evidenciar a problemática — mostra-se o forte individualismo presente na sociedade e o decaimento da comunidade, fomentando a banalização do estereótipo, e, por fim, sendo incoerente com o raciocínio proposto por Comte.

Depreende-se, portanto, a relevância de amenizar o imbróglio, seguindo o pensamento de Karl Marx, filósofo alemão, quando diz que não basta pensar, é necessário agir. Para que isso ocorra, o Governo Federal, em parceria com os municípios, deve corrigir os problemas estatal e social, por meio de fiscalização bimestral, em todo o território brasileiro, para averiguar o cumprimento do artigo 6º. Além disso, são necessárias palestras quinzenais em âmbitos públicos das cidades, com o desígnio de patenteia as consequências dos debates e inteirar a população. Espera-se, com isso, a atenuação da violência financeira contra os idosos, tendo efeito , a médio e longo prazo, no Brasil.