O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 14/10/2021
A série americana, “POSE”, conta a história de uma mulher transsexual que vive nos anos 90 com o vírus HIV, ela é discriminada pela sociedade de diversas maneiras, perdendo o seu trabalho e, até mesmo, a própria vontade de viver. Nesse contexto, a barreira da ficção é ultrapassada quando relacionada ao estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira, sendo um grande problema humanitário que afeta a população do Brasil. Dessa forma, é imprescritível que mudanças ocorram não só devido a falta de consentimento que os cidadãos têm acerca desse assunto, mas também a alta discriminação que prejudica os infectados.
A princípio, o Brasil deveria ser um país controlado em relação a epidemia do HIV, devido ao tratamento gratuito disponibilizado para todos que precisam, porém, mesmo com esse auxílio, o governo afirma que mais de 40 mil novos casos são registrados todos os anos. O site de pesquisa, BBC Brasil, comprova que esse aumento ocorre por causa da desinformação, principalmente entre os jovens e, mesmo com o avanço da ciência, o controle do vírus vem em contramão do desenvolvimento.
Ademais, o Doutor Drauzio Varella afirma que as pessoas contaminadas com o vírus, são colocadas às margens da população, sofrendo uma alta discriminação. Uma pesquisa realizada pela Agência Brasil, mostra que, cerca de 50% dos entrevistados disseram ter sofrido algum tipo de preconceito da próprio família devido a sua condição com o vírus, logo, o ciclo de pessoas que deveriam ser a âncora do infectado, acaba prejudicando ainda mais, que, por muitas vezes, dificulta o tratamento por conta da vergonha que sente.
Tendo isso em vista, medidas práticas são necessárias para que, de fato, os cidadãos brasileiros possam se dinstiguir do que ocorre na série americana “POSE”. Logo, em relação ao estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com as redes de televisão, realizar propagandas que mostrem informações acerca desse vírus, também é preciso que o Ministério da Educação crie planos de estudos para conscientizar os estudantes sobre a propagação do HIV e como combate-ló. Dessa mandeira, almeja-se um sociedade mais conscientizada e preparada para combater a epidemia.