O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 19/10/2021

No filme “A Cura” acompanhamos a trajetória de Erik, que passa por uma série de humilhações devido a sua amizade com Dexter, portador do vírus HIV, sofrendo uma degradação ainda maior por sua condição. Fora da ficção, situações como essas são facilmente encontradas no cotidiano atual, devido a falta de informação adequada e a discriminação derivada disso faz com que o estigma associado ao vírus se perpetue cada vez mais. Sob esse viés, faz-se mister a resolução para esta problemática.

Mormente, o HIV teve origem no continente africano, mas apenas na década de 1980, começou a ter maior importância devido ao surto da doença. Contudo, desde então, ainda existe de maneira hordiena mitos e superstições sobre o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) em reflexo da ausência de informações efetivas sobre o assunto causando assim, uma difícil relação do indivíduo portador da patologia com a sociedade, pois o medo faz com que as pessoas ao redor o evitem ou o degradem.

Ademais, devido ao problema supracitado sobre esta enfermidade, a discriminação e o preconceito tornam-se latentes na vida dos sujeitos atingidos pelo HIV. Segundo uma pesquisa da Agência Brasil, cerca de 46,3% dos portadores já sofreram preconceito dos próprios familiares, tal fato torna evidente que mesmo os espaços que deveriam ser seguros não transmitem total aceitação. Isso faz com que a realidade social e vida dessas pessoas se tornem problemáticas, podendo levar ao isolamento e influenciar no tratamento dos indivíduos, que desistem por medo deste estigma.

Em virtude dos fatos mencionados, torna-se priore a resolução deste problema, destarte, o Ministério da Saúde juntamente com o Ministério da Educação devem aumentar a divulgação de informações certas sobre o HIV, por meio de palestras e aulas nas Unidades de Saúde e escolas administradas por médicos especializados na área, aumentando assim, o debate e sanando cada vez mais os mitos sobre esta patologia. Para que assim, relações como a de Erik e Dexter possam ser livres de estigmas.