O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 16/10/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito a saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase quando se observa o estigma associado ao HIV e aos seus portadores, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para o combate a desinformação e os preconceitos que a população tem em relação ao HIV e seus portadores. Nesse sentido, fazendo quem é soro positivo desemparado e a beira da sociedade, por conta de falsas verdades e os esteriotipos que os seus portadores acaba levando.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso é imprescindível que o Estado como um todo, por intermédio de campanhas e ONGs, informam a prevenção e os cuidados a serem tomados caso venham a se contaminar, lembrar que existe uma saída caso pegue, intensificar as informações a respeito do HIV, derrubando assim as falsas verdade e deixando todos orientados e informados de como o HIV é de fato e que qualquer um pode vim a se contaminar caso não se previne. Assim, se consolidará uma sociedade mais forte, compreensiva e informada, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma Jhon Lock.